Curitiba - Para quem está com viagem marcada para Machu Picchu, no Peru, em fevereiro, é hora de pensar em alternativas. Com o povoado de Águas Calientes isolado, o acesso às ruínas da cidade inca é inviável. Numa situação como essa, recomenda a especialista em direito do consumidor, Maria Inês Dolci, o consumidor pode remarcar ou cancelar a viagem, com direito a reembolso integral dos valores já pagos.
''É um fato superveniente. O direito a cancelar é claro'', alerta. O direito à devolução do dinheiro pago pela viagem é garantido pelo Código de Defesa do Consumidor, que estabelece que a proteção da vida, da saúde e da segurança são direitos básicos. Além de cancelar, o turista também pode optar por adiar a viagem ou trocar de destino, opções que devem ser negociadas junto à agência de turismo. Maria Inês recomenda que o consumidor comunique a agência por escrito. No documento ele deve informar a razão da alteração dos planos e indicar o que quer fazer, se cancelar, adiar ou alterar o pacote.
Já o turista que estava organizando a viagem por conta própria pode ter um pouco mais de trabalho. ''Ele vai ter que cancelar tudo sozinho e pode ficar sujeito a multas e outras cobranças já que se trata de empresas no exterior'', aponta. Nesses casos, a especialista recomenda que o turista ''aja rapidamente'' para evitar maiores prejuízos.
Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagem - Paraná (Abav-PR) não devem ser registrados muitos cancelamentos de pacotes para o Peru em fevereiro. ''É uma época na qual chove muito e não se costuma recomendar esse destino'', explica Ana Paula Lacerda Garcia, da Abav-PR. Ela diz que o melhor período para visitar Machu Picchu é a partir de março.
Ana Paula recomenda que, antes de planejar uma viagem ao país, o turista busque orientação. ''É um destino considerado exótico, mas não é só um destino de mochileiros. Ter apoio durante todo o roteiro ajuda a garantir que a pessoa aproveite melhor a viagem'', destaca.

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