Pacote não vai honrar pagamento de dívidas
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terça-feira, 15 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Buenos Aires O governo voltará atrás com a troca da dívida pública local feita em dezembro último. A decisão se deve à falta de recursos para cumprir com o primeiro pagamento de juros, que deveria ser feito em abril. Também conta a impossibilidade de oferecer aos credores internacionais o mesmo esquema de troca oferecido no swap interno. O ministro Jorge Remes Lenicov quer reduzir a taxa de juros da dívida trocada de 7% para 2% por ano, e ainda, cortar 30% do total do capital da dívida. As negociações que começarão nesta semana serão conduzidas pelo secretário de Finanças, Lisandro Barry.
Para os bancos locais, principais credores desta dívida junto com as AFJP (Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Pensão), essa perda se somaria ao prejuízo com a pesificação das dívidas, o que os levaria à quebra, segundo analistas dos próprios bancos. Por isso, estariam dispostos a aceitar os juros de apenas 2% mas em vez de perder 30% do capital, aumentariam os prazos para os pagamentos.
Quando o encarregado do FMI pelas negociações com a Argentina, Tomás Reichmann, esteve no país, há uma semana, o governo recebeu o recado de que era necessário dar aos investidores externos o mesmo tratamento dado aos locais . No swap interno que superou a cifra de US$ 50 bilhões, o governo ofereceu os títulos para serem trocados por empréstimos garantidos pela arrecadação de impostos com uma taxa máxima de 7% anual. Os créditos concedidos às províncias também foram renegoc iados.Os prazos de vencimento do capital foram prolongados por mais três anos. As informações são do Âmbito Financeiro.


