O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) aceita o otimismo, mas avalia que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mais do que empurrar as vendas de vergalhões, pode estimular investimentos de expansão de capacidade para o próximo ciclo, pós 2010. A atual capacidade de produção de aço no Brasil é de 36,6 milhões de toneladas.
  Segundo Marco Polo de Mello Lopes, vice-presidente executivo do IBS, os projetos de expansão em usinas já instaladas elevarão até 2010 a produção para 43,9 milhões. Com os projetos da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) e da Ceará Steel, a produção alcançará 50 milhões.
  ‘‘O PAC poderá, ao priorizar o crescimento e induzir investimentos intensivos em aço, assegurar condições para investimentos no setor que vão ser concluídos depois de 2010’’, afirma. Se isso ocorrer, a produção de aço em 2015 pode alcançar volumes entre 69 milhões a 75,4 milhões de toneladas por ano.

  Abramat - A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat) prevê crescimento médio de 8% nas vendas este ano. Para Melvyn Fox, presidente da entidade, o aumento da demanda não deverá gerar pressão inflacionária, porque as empresas do setor trabalham com capacidade ociosa.

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