Bancos querem elevar juros do consignado por causa da Selic
Brasília - Os bancos querem aumentar os juros cobrados no crédito consignado (com desconto em folha) a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sob a justificativa de que as altas da Selic, a taxa básica de juros, estão elevando seus custos de captação. O superintendente de Projetos Especiais da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Jorge Higashino, revelou hoje que a proposta de reajustar o teto dos juros desse tipo de crédito, ora de 2,5% ao mês na modalidade tradicional e 3,5% mensais no formato do cartão de crédito consignado, já foi levada ao ministro da Previdência, José Pimentel.

Inflação e alta do juro devem afetar vendas
São Paulo - O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, previu ontem que as vendas do setor neste ano devem superar o crescimento de 2007, que foi de 5,9%. ‘‘A criação de novos empregos e o aumento da renda continuarão impulsionando as vendas, que devem superar os resultados do ano passado’’, afirmou em entrevista sobre os resultados do primeiro semestre. Segundo ele, a perspectiva para todo o ano se baseia no desempenho do primeiro semestre, que mostrou alta de 8,66% nas vendas e foi o maior dos últimos dez anos. No segundo semestre, porém, as vendas dos supermercados podem apresentar crescimento menor. ‘‘A inflação dos alimentos deve começar a afetar de forma mais forte as classes C, D e E nesse semestre’’, disse. Sobre a previsão para 2009, Honda manifestou preocupação em relação ao aumento dos juros básicos determinado pelo Banco Central nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) desde abril, que deve afetar o consumo no próximo ano e reduzir as vendas.

Lei da banana no Estado de SP será regulamentada
Sorocaba - A lei 13.174, de 23 de julho, que dispõe sobre a comercialização em quilogramas de banana in natura em São Paulo, deve ser regulamentada por decreto do governo do Estado, com embasamento técnico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.Na regulamentação, a ser finalizada em 15 dias, serão detalhados os critérios para comercialização tanto na venda do produtor como para o consumidor, assim como a sua fiscalização, informou a Secretaria. Segundo a avaliação técnica da Secretaria, as caixas utilizadas nas regiões produtoras, chamadas de ‘camelo’, têm uma espécie de ‘‘colarinho’’, permitindo aumentar a capacidade da caixa, que chega a levar mais de 30 quilos. Normalmente, a caixa padrão de 21 quilos comporta cerca de 12 dúzias de banana. Segundo os bananicultores da região, uma ’caixa-camelo’, com a capacidade aumentada, consegue
levar 18 dúzias.

Confiança do brasileiro é melhor que a de outros latinos
São Paulo - O Brasil deve escapar da corrosão da confiança do consumidor verificada recentemente em outros países da América Latina. Na avaliação de economistas consultados pela Agência Estado, o sentimento do comprador brasileiro não está ileso ao temor de inflação que assola todo o mundo e à perda de seu poder de compra, mas este impacto tende a ser menos intenso por aqui, pelo fato de o País apresentar uma economia mais diversificada e um peso menor, no índice de preços oficial, de produtos considerados essenciais. Na semana passada, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) do segundo trimestre de 2008 recuou 1,6%, para 109,8 pontos, na comparação com a pesquisa do final do primeiro trimestre. A queda se deve ao maior pessimismo com a inflação: o índice sobre as expectativas recuou 10,9% ante março de 2008 e acumula uma queda de 17,3% na comparação com o segundo trimestre de 2007.

OIE volta a classificar MS como área livre de aftosa
Brasília e São Paulo - Dono do segundo maior rebanho de gado bovino do País, o Estado de Mato Grosso do Sul poderá voltar a ser um grande exportador de carne. As exportações foram praticamente suspensas no final de 2005, depois da descoberta de focos de febre aftosa em municípios do sul do Estado. Ontem, depois de três anos de negociações, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) voltou a classificar o Mato Grosso do Sul como área livre de febre aftosa com vacinação. A decisão foi anunciada na sede da OIE, em Paris. Em Brasília, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, comemorou o reconhecimento. Ele disse que boa parte do rebanho brasileiro está na mesma situação sanitária do Mato Grosso do Sul, o que facilitará o trânsito de animais entre diversas regiões e a implantação do sistema de rastreamento do gado. No final de maio, a OIE já havia reconhecido como área livre de aftosa os estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal.

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