P A I N E L E C O N Ô M I C O
Fundo soberano sai e Lula dará última palavra
Brasília - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirmou ontem que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) vai sair. Ele negou que haja divergências sobre a criação do fundo e lembrou que foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem encomendou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a proposta de criação do FSB, para permitir financiamento a empresas brasileiras no exterior. É bom lembrar que a encomenda para o ministro Mantega para fazer uma proposta de fundo soberano é do presidente Lula. Então ele vai dar a última palavra. O detalhe de como vai funcionar, os mecanismos de captação e o destino dos recursos nós ainda vamos poder discutir, disse Bernardo. Segundo ele, o assunto será discutido com o presidente, depois que ele retornar de viagem, na próxima quarta-feira.
CMN simplifica operações de até US$ 3 mil
São Paulo - O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu autorizar ontem que instituições financeiras firmem convênio com uma espécie de correspondente bancário para fazer transferências unilaterais. Em uma situação hipotética, um exemplo da necessidade de se fazer uma transferência do tipo é o envio de moeda estrangeira a um estudante brasileiro no Japão. A finalidade é baratear e simplificar as operações que envolvam até US$ 3 mil.Também ficou decidido que instituições financeiras autorizadas a operar no mercado de câmbio, exceto bancos de desenvolvimento, terão autorização para realizar operações que convertam moeda estrangeira em reais. É o caso de depósitos feitos no exterior em nome de brasileiro residente no Brasil, para que o correntista possa receber a quantia em moeda nacional.
IGP-M mais que dobra e fica em 1,61% em maio
São Paulo - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M)) registrou alta de 1,61% em maio, mais que dobrando em relação ao verificado em abril, 0,69%, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). A metodologia aplicada na apuração do IGP-M é a mesma do IGP-DI e do IGP-10 -usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel-, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
PF prende ex-gerente da Caixa suspeito de rombo milionário
Belo Horizonte - A Polícia Federal prendeu ontem preventivamente o ex-gerente da Caixa Econômica Federal (CEF), Francisco de Fátima Sampaio, acusado de integrar um suposto esquema de fraudes envolvendo a liberação irregular de verbas bloqueadas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), desmantelado em abril pela Operação Pasárgada.
O ex-gerente foi preso na manhã de ontem, em Belo Horizonte. A PF cumpriu mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal, fundamentado na garantia da ordem pública e conveniência da instrução penal. Sampaio foi uma das 50 pessoas presas durante a operação da
PF - entre elas o juiz da 12ª Vara Federal na capital mineira, Weliton Militão, e 17 prefeitos de Minas e da Bahia - e depois colocadas em liberdade por decisão da Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Ele foi apontado pela PF como a figura central do esquema, que teria causado um rombo de mais de R$ 200 milhões aos cofres públicos. O ex-gerente faria a intermediação com magistrados investigados.
Consumo de energia elétrica cresce apenas 0,4%
Rio de Janeiro - O consumo de energia elétrica no País atingiu em abril de 2008, 32,223 mil Gwh, o que representou um acréscimo de apenas 0,4% sobre o mesmo mês no ano passado. Com este resultado, o consumo total acumula crescimento de 3,7% no ano e de 5,3% em doze meses encerrados em abril, sempre em relação ao mesmo período de 2007. Os números constam no Boletim Mensal do Mercado de Energia Elétrica realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). De acordo com a EPE, o baixo crescimento em abril se deve, principalmente, à retração do consumo na baixa tensão e pode ser explicado por três fatores: em primeiro lugar à seqüência de baixas temperaturas, em segundo ao encurtamento do período de faturamento em várias empresas (número de dias faturados menor) e em terceiro à base de comparação muito elevada em abril de 2007.





