Bernardo nega medidas para conter capital especulativo
Brasília - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que não há dentro do governo nenhuma discussão sobre medidas para conter a entrada no País de capital especulativo. ‘‘Nós discutimos isso desde 2003 e a conclusão no governo sempre foi a de que o câmbio flutuante é o melhor.
Evita especulação, manipulação e gasto fiscal. Então, continua sendo essa a posição do governo’’, afirmou Bernardo, que participou pela manhã de uma audiência pública no Senado. Ele ironizou dizendo que ‘‘o pessoal fica alarmado, dizendo que vai ter uma enxurrada de dólares por causa do ’investment grade’, mas, até agora, está chuviscando’’.
Fôlego
Bernardo informou que, na discussão da política industrial, que será anunciada na segunda-feira, o governo incluiu medidas importantes para melhorar o saldo da balança comercial. Segundo ele, haverá redução de impostos e crédito mais barato para o exportador. ‘‘Essas medidas vão dar fôlego para o importador, porque interessa para ele e para o País. Não tem nenhuma outra discussão no governo’’, reforçou o ministro.

Unibanco fecha 1º trimestre com lucro de R$ 741 mi
Brasília - As cadernetas de poupança encerraram abril com queda no volume depositado. Essa é a primeira vez, desde agosto de 2006, que os saques das cadernetas superaram os depósitos. Segundo o Banco Central (BC), a poupança teve no mês passado saída líquida de R$ 1,848 bilhão, o que levou o total da poupança para R$ 242,040 bilhões. Em março, a captação havia sido positiva em R$ 1,084 bilhão e, em abril de 2007, houve ingresso líquido de R$ 2,046 bilhões. Os dados do BC mostram que os saques somaram
R$ 105,714 bilhões no mês passado. O valor é superior ao total dos depósitos, que atingiram R$ 103,866 bilhões. Durante o mês, houve ainda rendimento de R$ 1,297 bilhão dos depósitos já existentes.

IPC-S mostra diesel mais caro em maio
São Paulo - Os preços da gasolina e do óleo diesel apresentaram comportamentos distintos no início de maio, conforme medição realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), por meio do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S). Na primeira quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados em 7/5), o valor médio da gasolina nos postos das sete capitais onde é feito o levantamento (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife) variou 0,55%, ante elevação de 0,78% no fechamento de abril. O diesel, por sua vez, avançou 1,31%, ante 0,34% no mês passado.
Álcool
Outro combustível importante e que ganha cada vez mais participação no Brasil é o álcool, que começa a sofrer os efeitos positivos da temporada de safra da cana-de-açúcar e pode ajudar a aliviar um pouco a inflação. Na primeira quadrissemana de maio, o álcool apresentou variação zero, contra uma elevação de 0,50% do final de abril.

mockup