'Não há razão para greve dos fiscais continuar'


Brasília - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que não há justificativa para a continuidade da greve dos auditores fiscais da Receita Federal. Ele disse que o governo fez tudo o que podia para negociar e que a greve dos auditores não prejudica o governo - já que a arrecadação está batendo recordes - mas sim a população, porque dificulta as importações e exportações e a emissão de documentos, entre outros serviços.
Os auditores estão em greve desde o dia 18 de março e querem um cronograma menor para os reajustes programados dos salários. O governo propõe um parcelamento em três anos, mas os auditores querem em tempo menor que isso.
Paulo Bernardo disse que a questão será discutida com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.



Mudar Previdência dobraria despesa em 2050



Brasília - As despesas da Previdência Social poderão dar um salto adicional de 11,7 pontos porcentuais na sua relação com o Produto Interno Bruto (PIB) em 2050 - de 7% para 18,7% -, se forem aprovados os projetos de lei de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que mudam regras de concessão de aposentadorias. A previsão foi feita pelo secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência, Helmut Schwarzer, durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), formado por representantes do governo, dos aposentados, das centrais sindicais e dos empresários. Os projetos de lei, já aprovados no Senado e agora tramitando na Câmara dos Deputados, propõem a extinção da aplicação do fator previdenciário nas aposentadorias por tempo de contribuição, a volta do cálculo da média desses benefícios sobre os últimos três anos de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Dívida do setor público cai para 41,2% do PIB



Brasília - A dívida líquida do setor público, que inclui o Tesouro Nacional, o Banco Central, as empresas estatais, além dos governos regionais (Estados e municípios), caiu para 41,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em março, atingindo R$ 1,141 trilhão. De acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central, de março do ano passado para março deste ano, a queda foi de R$ 15,684 bilhões. Em fevereiro de 2008, o estoque da dívida era de R$ 1,157 trilhão. No final do ano passado, a dívida líquida do setor público era de R$ 1,150 trilhão, ou 42,7% do PIB. De acordo com as informações do BC, a dívida caiu, em março deste ano, em razão do fato de as contas públicas terem apresentado um superávit nominal de R$ 3,990 bilhão no mês passado e em razão do impacto da depreciação cambial no estoque da dívida.

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