P A I N E L E C O N Ô M I C O
Mercado de títulos de capitalização cresce 7,5%
São Paulo - O mercado de títulos de capitalização cresceu 7,5% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2007. De acordo com a Federação Nacional de Capitalização (Fenacap), as reservas totalizaram R$ 12,1 bilhões e somente no segundo mês do ano o mercado faturou R$ 645,3 milhões. No primeiro bimestre, o crescimento foi de 19% em relação aos dois primeiros meses do ano passado. São Paulo fechou o mês de fevereiro na primeira colocação do ranking nacional, com R$ 498,3 milhões de receita e 37,2% de participação no segmento. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com R$ 160,5 milhões de receita e 12% de presença, e Minas Gerais vem em seguida, com R$ 119,7 milhões e 8,9%.
Empresa prepara proposta para compra de postos
Rio de Janeiro - O diretor da área internacional da Petrobras, Jorge Zelada, informou ontem que a negociação para a compra de postos da Esso envolve, por ora, ativos apenas do Brasil. Ele afirmou que a estatal prepara ainda propostas para a compra de postos da empresa no Chile e no Uruguai, mas descartou interesse no postos da companhia americana na Argentina e na Venezuela. Zelada não deu detalhes sobre a negociação, e disse que a Petrobras ainda aguarda a resposta da Esso sobre a proposta feita pelos postos no Brasil. Ainda na área do Cone Sul, Zelada declarou que a Petrobras
avalia a construção de uma planta de regaseificação no Uruguai ou na Argentina.
CNA culpa EUA pela alta dos preços de produtos agrícolas
Brasília - O superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ricardo Cotta, apontou os Estados Unidos como um dos responsáveis pela alta dos preços dos produtos agrícolas no mercado internacional. A crescente demanda por alimentos por parte da China, avaliou, também influencia no ritmo de escalada dos preços no exterior. De acordo com ele, todas as áreas agricultáveis nos Estados Unidos estão ocupadas, ou seja, a opção dos produtores locais por determinado plantio representa diminuição no cultivo de outras culturas.
Desconfiança marca diálogo entre ruralistas e governo argentino
Buenos Aires - A estratégia do governo Cristina Kirchner de enfraquecer a unidade das quatro entidades rurais do país durante as negociações iniciadas ontem aumentam o clima de desconfiança dos líderes ruralistas. O governo também emite sinais contraditórios sobre o diálogo aberto pela presidente na última sexta-feira. Um dia depois da primeira reunião técnica, realizada segubnda-feira à noite, na Casa Rosada, o chefe de Gabinete,
Alberto Fernández, o negociador oficial nomeado por Cristina, voltou a criticar
as lideranças rurais.





