Safra valorizada

O Valor Bruto da Produção (VBP) totalizou R$ 214,6 bilhões em fevereiro. De acordo com o levantamento divulgado pelo Ministério da Agricultura, o valor é 2,7% superior ao obtido no ano passado em igual período. Embora, alerta o governo, não estejam plenamente estimados os efeitos da seca no Sul do País, principalmente no Paraná e Rio Grande do Sul. O coordenador geral de planejamento estratégico do Mapa, José Garcia Gasques, atribui os dados aos preços favoráveis e à boa produção no ano. Os produtos que mais contribuiram para esse resultado foram o algodão, com aumento real de 36,2%, cana-de-açúcar (21,6 %), milho (20,2%), banana (7,9%), tomate (10,7%) e o café (6,6 %). Vários produtos vêm registrando redução no valor da produção em 2012. As principais reduções do valor foram verificadas no arroz (-16,8%), batata inglesa (-36,6%), cacau (-8,9 %), fumo (-19,9 %), mandioca (-16,9%), soja (-5,2%), trigo (-20,3%) e maçã (-6,6%).


Mercado externo

As exportações brasileiras de couros e peles contabilizaram US$ 139,6 milhões em janeiro deste ano, embarcando 27,4 mil toneladas. A receita representa uma queda de 13% em relação a dezembro e uma redução de 1% em comparação ao primeiro mês de 2011. O cálculo é do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com base no balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Já neste ano, de acordo com o órgão, há uma perspectiva de crescimento de 5% a 10% em relação a 2011, o que poderá movimentar até US$ 2,2 bilhões. O balanço das vendas externas de couros dos estados brasileiros no primeiro mês deste ano em relação a 2011 informa que os principais exportadores foram São Paulo (que retomou a liderança nacional, US$ 35,42 milhões, 25,4% de participação), seguido do Rio Grande do Sul (US$ 24,62 milhões, 17,6% de participação), Paraná (US$ 21,53 milhões, 15,4%), Goiás (US$ 14,26 milhões, 10,2%) e Ceará (US$ 10,39 milhões, 7,4%).


Negócio com a China

A Brasil Foods (BRF) formou uma parceria com a chinesa Dah Chong Hong (DCH) para ter acesso à distribuição no mercado chinês e desenvolver a marca Sadia no país asiático, assim como obter alcance aos canais de varejo e food service. De acordo com a companhia, a joint-venture contempla a participação de 50% para a BRF e outros 50% para a DCH, com abrangência em produtos in natura e processados. Em comunicado, a empresa brasileira anunciou que as operações englobam os mercados da China continental, Hong Kong e Macau. A negociação para formar essa parceria havia sido anunciada em maio do ano passado. As duas companhias terão o mesmo número de membros no conselho de administração e no comitê executivo da joint-venture.

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