Perdas abaixo de 1%
Uma ótima notícia para a agricultura familiar brasileira. Apesar do fenômeno La Niña, os agricultores vêm obtendo uma boa safra na maior parte dos estados brasileiros. As Comunicações Ocorrência de Perdas (COP) feita por agricultores a bancos e agentes financeiros do Programa Nacional de Fortalecimento da agricultura Familiar (Pronaf) até o momento é de apenas 0,7% na safra 2010/2011. Os comunicados são obrigatórios para os agricultores familiares interessados em obter os recursos do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf) e o resultado está bem abaixo da expectativa e da média histórica. Para o coordenador do Seaf na Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), José Carlos Zuckowski o percentual de segurados que comunicaram perdas vem caindo. Na safra 2005/2006 os comunicados de perda representaram 26%; No ano agrícola 2008/2009 foram 7,6% e na safra seguinte, 2009/2010, foram de 2,4%.



Conselho do Café reúne-se em Londres
A situação do mercado cafeeiro, as ações para o desenvolvimento do produto e as projeções de oferta e demanda para 2015 são alguns dos temas que serão tratados na 106ªsessão do Conselho Internacional do Café, em Londres. Entre 28 e 31 de março, os assuntos serão debatidos por especialistas do setor e representantes do governo. ‘‘Será a oportunidade de discutirmos as políticas nacionais do café para os próximos anos e realizarmos um balanço do biênio 2009/2010 para o setor’’, explica o diretor do Departamento do Café, Robério Silva, que será um dos representantes do Ministério da Agricultura na reunião e é o candidato brasileiro para dirigir a instituição. Na próxima semana, os representantes do Mapa também vão debater o novo Acordo Internacional do Café (AIC) de 2007, que entrou em vigor em fevereiro de 2011. Nesta versão, ficou estabelecido que um Comitê de Projetos vai passar a analisar todas as ações de pesquisa que serão discutidas na Organização Internacional do Café (OIC).



Agricultura orienta o plantio da cana-de-açúcar
O Diário Oficial da União (DOU) publicou ontem estudo de risco climático do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento relativo à cultura de cana-de-açúcar para o Distrito Federal e 22 estados, entre eles o Paraná. Temperaturas altas, entre 30ºC e 34ºC, favorecem o desenvolvimento da cana, o que é um dos elementos climáticos mais importantes na produção. Em temperaturas acima de 35ºC, assim como abaixo de 25ºC, há redução considerável do crescimento. Em áreas onde ocorrem geadas frequentes, o cultivo da espécie é considerado economicamente inviável. No período de maturação, a estação seca favorece o acúmulo de sacarose (açúcar) no colmo, ou caule, e facilita o manejo e a colheita.
O cultivo da cana-de-açúcar no Brasil é destinado, em sua maior parte, à produção de açúcar e de etanol.



Tecnologia diminuirá gastos para produtor rural
Os produtores rurais vão poder reduzir os gastos no plantio de milho, cana-de-açúcar, arroz e trigo, com o emprego de tecnologia à base de inoculante - bactérias que fixam nitrogênio no solo. Esse tipo de produto é empregado com sucesso no cultivo da soja desde a década de 70. A Instrução Normativa Nº 13, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem moderniza o registro desses produtos no Brasil, melhorando as regras existentes para produção, pesquisa e importação. De acordo com o coordenador do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas do Mapa, Hideraldo Coelho, os inoculantes diminuem bastante a quantidade de fertilizantes nitrogenados usada na lavoura. Diferentemente da adubação mineral, os inoculantes têm como base material biológico. Além de mais baratos, os produtos não causam danos ao meio ambiente.

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