P-54 é inaugurada com atraso e custo 38% maior
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terça-feira, 21 de agosto de 2007
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A plataforma P-54, batizada ontem pela Petrobras, foi entregue com atraso de oito meses e custo 38% maior que o previsto inicialmente. Destinada ao campo de Roncador, na Bacia de Campos, a unidade começa a operar em outubro e deve atingir o pico de produção de 180 mil barris por dia seis meses depois. O investimento total na unidade foi de US$ 900 milhões, ante os US$ 650 milhões contratados em 2004 junto ao Mauá Jurong, estaleiro citado nas investigações da Operação Águas Profundas, da Polícia Federal.
Em entrevista coletiva realizada antes do batismo, o diretor da estatal, Guilherme Estrella, considerou tanto o atraso quanto à elevação de custos
natural ao setor de petróleo. O mundo do petróleo mudou muito nesses últimos três anos. O preço barril subindo aqueceu a indústria internacional, elevou prazos e custos. Não daria para contratar uma unidade desse porte hoje por menos de US$ 1 bilhão, considerou Estrella.
Segundo ele, o prazo de 41 meses necessários para a construção da unidade está abaixo da média internacional, que prevê entre 46 a 52 meses para uma obra desse porte. Ainda de acordo com o diretor, se iniciar a produção em outubro, conforme o previsto, a P-54 baterá recorde de construção na Petrobras. Antes dela, a plataforma construída em menor tempo havia sido a P-50, em 46 meses.


