Ovos iguais, preços bem diferentes
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terça-feira, 30 de março de 2010
Victor Lopes<br> Reportagem local 
O consumidor que está rodando um pouco mais na cidade antes de comprar os ovos de Páscoa está fazendo ótimo negócio. Uma pesquisa realizada pela Empresa Júnior da Faculdade Pitágoras em sete supermercados de Londrina mostra que a diferença de preços em alguns produtos pode chegar a mais de 60%.
O levantamento foi feito no último sábado e abrange ovos de pesos que variam entre 50 gramas e 1 quilo, sendo os ovos menores os de maior variação. O professor de economia Flavio Oliveira dos Santos, responsável pela pesquisa, aponta que essas diferenças são comuns em relação a produtos industrializados, mas quando se tratam de marcas distintas. ''Na nossa pesquisa avaliamos ovos da mesma marca e por isso consideramos algumas diferenças bem elevadas para produtos que são idênticos'', avalia Santos.
O professor ainda salienta que a pesquisa foi feita em supermercados próximos uns dos outros - na região central de Londrina - e com grande oferta de produtos. ''Alguns ovos chegaram a ter diferença de R$ 11. No geral, a média da variação ficou em 25%. Por exemplo, um consumidor que gastaria R$ 100 se fizesse uma pesquisa, gasta na verdade R$ 125'', comenta Santos.
Pesquisa de preços que, segundo o professor, ainda é a melhor alternativa para não fazer as delícias da Páscoa pesarem no bolso. ''Acredito que ir em pelo menos dois ou três estabelecimentos esteja de bom tamanho'', indica o especialista.
A autônoma Vivian Lemes está na correria na semana que antecede a Páscoa. Mas nem a proximidade da data fez que ela deixasse de pesquisar na compra dos ovos para suas filhas e sobrinhos. ''Rodei bastante para encontrar o melhor preço e também os chocolates mais gostosos'', comenta Vivian, que no total gastou cerca de R$ 100.
Para os mais pacientes, outra dica do professor é aguardar a véspera da Páscoa, quando geralmente ocorrem promoções, ou passar pelos supermercados na segunda-feira que vêm. ''É uma aposta a se fazer. Mas como esse ano a economia está mais aquecida que o ano passado, o consumidor pode ficar sem os ovos que gostaria se esperar demais'', completa o economista.


