A feira é um prato cheio para quem gosta de produtos caipiras. É possível encontrar leite cru, ovos de galinha caipira e ovos de pata. O leite, por exemplo, é vendido por R$ 2 em garrafas pet de 2 litros. Segundo a feirante - que preferiu não se identificar - a vaca é de sua propriedade e o leite é retirado um dia antes e resfriado. Em média, ela leva cerca de 20 litros na feira e vende tudo. ''O povo gosta porque é leite puro, é mais forte que o outro'', avaliou.
A doméstica Clarice Adriana de Souza afirma que prefere comprar o ''leite do sítio''. ''Faço doce de leite, arroz doce, angu e até tapioca. Gosto mais desse leite'', argumenta.
Além do leite cru, a feirante também vende outros produtos produzidos em sua propriedade como mandioca, batata doce, abóbora, chuchu, jiló, banana, pepino e até limão rosa. O consumidor pode comprar a mandioca já descascada por R$ 1 o quilo; já a raiz com casca é vendida por R$ 0,80 o quilo. ''O pessoal prefere comprar a embalada porque é mais prático, não dá trabalho. Vendo mais os produtos que eu mesmo cultivo, que me dá mais renda. Não uso nenhum agrotóxico, só o esterco normal'', afirmou a feirante.
Os ovos caipiras também têm bastante comércio na Zona Norte. Vendido por R$ 3 a dúzia, são os primeiros que acabam. Em média, são comercializadas entre 15 e 30 dúzias desses ovos por feira, todo o estoque do feirante Martin Antônio Esquiante. ''O pessoal gosta mais e às vezes até guardo para alguns clientes. O ovo é mais caro porque tem menos (oferta). No inverno, por exemplo, as galinhas botam menos ovos'', observou. Só para se ter uma idéia, a dúzia de ovos de galinhas de granja variam de R$ 1,50 a R$ 2,30 (com duas gemas).
Outro ovo que é encontrado na banca de Esquiante são os ovos de pata. Cada um é vendido por R$ 1. ''Na época do frio vende mais porque o pessoal procura para remédio. É bom para bronquite e anemia'', contou. Para curar anemia, a receita é bater dois ovos de pata com um vidro de um biotônico e uma lata de leite condensado. Deve-se tomar uma colher de sopa antes das refeições.
''Eu mesmo tomei esse xarope quanto era criança. Meus ossos eram muito fracos e qualquer tombo eu quebrava alguma coisa. Depois disso, melhorei bastante'', garantiu o feirante. Mas não é em qualquer feira, que os ovos de pata têm bastante saída. ''Nas feiras onde o pessoal é mais pobre vendemos mais. Acho que é porque é usado como um remédio e aí fica mais barato'', opinou. (F.M.)

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