Outros corpos de acidente aéreo podem ser exumados
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quarta-feira, 20 de novembro de 1996
Agência Estado 
RIO - O médico legista Daniel Romero Munhoz, chefe do setor de identificação do Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo, admitiu ontem que os corpos das vítimas do acidente com o Fokker-100 da TAM que passaram apenas por uma identificação visual antes de serem sepultados podem ser exumados. Segundo ele, o IML está revisando todos os casos em que houve o chamado reconhecimento direto - identificação visual feita por parentes das vítimas.
Munhoz advertiu que, dos cerca de 20 corpos que passaram pela identificação visual, o IML só pedirá a exumação nos casos em que surgirem elementos técnicos que possibilitem uma complementação do laudo. A primeira exumação ocorreu ontem de manhã no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap (zona oeste do Rio), onde havia sido sepultada a comissária de bordo da TAM Maricelli Pires Carneiro. A exumação foi determinada pelo delegado Romeu Tuma Júnior, que preside o inquérito que apura o acidente, ocorrido em 31 de outubro.
Segundo Munhoz, a exumação foi solicitada para que seja feita uma confrontação da arcada dentária de Maricelli com uma radiografia odontológica fornecida pela TAM. Ele desmentiu que o objetivo da exumação fosse desfazer um suposto mal-entendido surgido no IML paulista, segundo o qual o corpo sepultado como sendo de Maricelli seria na verdade de Flávia Regina Staut, outra passageira do Fokker-100. São dois casos que correm em paralelo, afirmou. Ele disse que o corpo de Flávia é um dos quatro que permanecem no instituto, aguardando o resultado da identificação pelo exame de DNA - que deve ser concluído até o fim da semana.


