A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) pediu ontem a prisão temporária do empresário Renato Santana de Araújo, suspeito de participar do esquema de sonegação fiscal patrocinado por postos de combustíveis e deflagrado pela PIC semana passada em Londrina. Além de deferir o pedido, o juiz da 1 Vara Criminal de Londrina, João Cleve Machado, aceitou a prorrogação das prisões de outros sete envolvidos em crimes que vão desde falsificação de documentos até a adulteração de combustíveis.
Renato Santana de Araújo é proprietário da Distribuidora Camacuã, com sede em Guarapuava, no Centro do Estado. A avaliação do promotor Leonir Batisti, da PIC, é de que as distribuidoras sejam as principais ferramentas envolvidas no esquema de sonegação de impostos. Segundo Batisti, seriam elas que estariam fornecendo as notas fiscais frias para os donos de postos. ''A prisão temporária pode ser efetuada a qualquer momento'', afirmou o promotor.
Ainda no final da tarde de ontem, o juiz João Cleve Machado também deferiu o pedido de prorrogação das prisões temporárias de sete dos 14 envolvidos nos crimes. Na opinião do promotor, a prorrogação era necessária para que as investigações pudessem ser melhor aprofundadas. ''Alguns depoimentos não foram satisfatórios. Vamos tentar extrair mais informações'', explicou Batisti. Com o deferimento, os suspeitos deverão passar mais cinco dias na Casa de Custódia de Londrina (CCL), contados a partir de ontem.
O laudo que comprovou a adulteração de combustíveis nos postos Meninão II, de Sérgio Goes de Oliveira, e Birigui, de Maxwell Pavesi, já foi encaminhado pela promotoria ao Procon de Londrina para providências relativas aos danos causados pelo consumidor. No caso mais grave, foi constatado que a gasolina vendida no Posto Birigui continha até 76% de uma mistura de álcool com água. Segundo o promotor, a adulteração configura crime contra as relações de consumo e os donos de postos estão sujeitos à multa de até R$ 3 milhões.

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