Curitiba - Segundo o representante do Icooi, Wladimir Milton Pomar, o Brasil precisa se especializar em áreas que podem ser facilmente vendidas para a China. O mercado chinês tem interesse em frutas tropicais e sucos (como papaya, abacaxi e melão), piscicultura e pesca (pesca oceânica, granja e fazenda de criação), madeiras (exploração racional de florestas, reflorestamento para uso de madeira, fabricação de produtos de madeira), mini-tratores (fábrica de montagem), construção de infra-estrutura (ferrovias, rodovias, portos, sistema de geração de energia, sistema de telecomunicações e mineração), pequenas siderúrgicas.
Em agosto, uma missão empresarial paranaense vai para a China estreitar o relacionamento e buscar novas parcerias. Um dos focos é o setor alimentício já que a China é consumidora em potencial de produtos como soja, frango, proteínas animais, carne bovina e suína. O representante do Icooi e presidente do Conselho de Comércio Exterior da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Marco Polo Moreira Leite, avalia que o Brasil poderá melhorar o indíce de exportação para o mercado chinês se melhorar o perfil das exportações. Para isto, segundo Leite, o País terá que disputar o mercado chinês com produtos de maior valor agregado, carnes, minérios semi-manufaturados e subprodutos da soja.
Ele apontou ainda que o turismo brasileiro poderá atrair os investidores chineses. A população da China alcança 1,27 bilhão de pessoas. Deste total, 300 milhões teriam qualidade ''belga'' de consumo, ou seja, seriam potenciais consumidores por causa do bom poder aquisitivo. ''Hoje, a China é um mercado promissor também no turismo. Os chineses visitam muito Foz do Iguaçu, mas temos que mostrar as demais potencialidades no turismo cultural e ecológico brasileiro'', ponderou. (L.P.)

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