A inadimplência no comércio de Curitiba e região metropolitana tem levado muitos consumidores a terem seus nomes inscritos no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e na Serasa (órgão de consulta ao crédito). Aproveitando esta fatia do mercado, escritórios de reabilitação de crédito oferecem nos jornais formas facilitadas de entrar na Justiça e evitar que o consumidor seja impossibilitado de fazer novos crediários.
Tem empresa que promete crédito em 20 dias para o consumidor sem que a conta seja efetivamente paga. De acordo com o atendente de uma empresa deste ramo ouvida pela Folha, o consumidor apresenta apenas o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e aguarda a tutela antecipada que é conquistada na Justiça e garante a baixa da dívida nos órgãos de pesquisa de crédito. ‘‘Você fica com o seu nome limpo por três meses até que a gente marque a audiência de conciliação’’, argumenta. De acordo com o atendente, a dívida cai pela metade na hora da negociação.
Para efetivar o contrato, o consumidor paga uma taxa de R$ 20,00 e mais 10% do valor da dívida que possui. Cinco por cento do valor têm que ser pagos imediatamente, para auxiliar no pagamento das custas judiciais. Todo o processo judicial pode demorar até um ano.
O advogado Samir El Hajjar, fiscal da comissão da OAB em Curitiba, alega que um advogado não pode prometer segurança e rapidez nos trabalhos judiciais, nem vantagens. Quem faz esse tipo de propaganda de empresas de reabilitação de crédito está cometendo infração disciplinar. A reabilitação de crédito não precisa ser feita exclusivamente por advogados. Ela também está sendo feita por economistas e contadores. (L.P.)

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