Agência Estado
De São Paulo
O ouro fechou setembro supreendentemente na condição de investimento mais rentável com uma valorização de 19,37% no mês. Em segundo lugar ficou a Bolsa de São Paulo, com rentabilidade de 5,13%, seguida pelos CDBs emitidos em nome de grande investidores e pelos fundos de investimento financeiro DI e de renda fixa, todos com rentabilidade líquida de 1,19%, abaixo da inflação de 1,45%.
O dólar, que ocupou o topo do ranking em agosto, ficou entre os últimos. No câmbio comercial subiu 0,99%; no paralelo, caiu 0,15%. A variação do dólar comercial é referência para o rendimento dos fundos cambiais.
O mês foi favorável ao investimento em ações, pela relativa melhora nas expectativas político-econômicas, depois que o governo arredondou o orçamento do próximo ano e lançou o Plano Plurianual de Ação (PPA).
As cotações do dólar, que haviam disparado em agosto, perderam o fôlego depois que o Banco Central assumiu o risco cambial do mercado ao passar a oferecer em grandes lotes as Notas do Banco Central da série Especial (NBCEs), títulos que rendem a variação do dólar mais uma taxa de juros.
A julgar pela reação do mercado ontem, outubro tende a trazer instabilidades. Isso significa que as bolsas de valores poderão passar por período de realização de lucros, com a consequente queda nas cotações dos papéis, e o dólar poderá voltar a sofrer pressões.

mockup