Ouro lidera, de novo, ranking dos melhores investimentos
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quinta-feira, 01 de março de 2007
Das agências 
São Paulo - O ouro voltou a liderar o ranking dos melhores investimentos. Em fevereiro, o metal apresentou rentabilidade de 1,34%. Em janeiro, havia apurado alta de 3,32%, bem à frente dos outros ativos do mercado brasileiro.
De acordo com analistas, o ouro é considerado um investimento conservador, indicado para diversificar o portfólio em momentos de insegurança na economia e nos mercados financeiros.
A queda generalizada das bolsas do mundo todo na terça-feira mostrou que os investidores estão inseguros em relação ao rumo da economia internacional - apesar das fortes altas registradas nos mercados em 2006.
Em contrapartida, o ativo tem pouca liquidez - não só no Brasil, mas no mundo todo. A movimentação diária do ouro nos mercados financeiros é hoje bem inferior à de outros momentos da história.
Os fundos DI e de renda fixa ficaram empatados no segundo lugar do ranking, com rentabilidade média líquida de 0,93%. Os fundos DI foram beneficiados pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir o ritmo de corte da taxa básica de juros (Selic) em sua reunião no fim de janeiro. No primeiro mês do ano, os fundos DI renderam 0,83%, ante 0,86% dos fundos de renda fixa.
Os CDBs acima de R$ 100 mil ficaram na terceira posição, com rentabilidade de 0,84% em fevereiro. Os CDBs de R$ 5 mil vieram a seguir, com rendimento de 0,68% no mês.
Ações Quem tem parte de seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aplicada em um dos fundos montados com ações da Petrobras não deve se assustar com esse momento de baixa das ações. Os fundos FGTS/Petrobras carregam em suas carteiras principalmente ações ON (ordinárias) da petrolífera. Esses papéis tiveram valorização de 2,06% na semana passada. Porém, o resultado acumulado em 2007 ainda é decepcionante: queda de 7,48%.
Analistas lembram que esse investimento feito com recursos do FGTS deve ser encarado como uma aplicação de longo prazo e que não há motivos para sair dela neste momento. Mesmo assim, os fundos FGTS/Petrobras tiveram saques líquidos de R$ 61,57 milhões neste ano. Nos últimos 360 dias, os saques totalizam R$ 458,5 milhões, segundo números da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). O patrimônio líquido desses fundos hoje está em R$ 5,61 bilhões.
Para quem decide sair dessas aplicações, não são dadas muitas opções para destinar os recursos. Quem saca suas economias de um fundo com recursos do FGTS não pode utilizar o dinheiro como desejar, a não ser nos casos extraordinários de demissão sem justa causa, aposentadoria e compra de casa própria.
E voltar para a conta do FGTS, que paga rendimento de só 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial), não é uma opção muito interessante. No ano, os fundos FGTS/Petrobras têm desvalorização de 8,97%, até o dia 16. Em 12 meses, somam ganho de apenas 2,38%. Mas o balanço de 2006 foi bem positivo: a valorização acumulada no ano passado alcançou os 35,67%.
A possibilidade de comprar ações da Petrobras com recursos do FGTS foi dada pelo governo em 2000. Em agosto daquele ano, 312 mil trabalhadores utilizaram até 50% de seu FGTS para comprar ações da Petrobras, em uma operação que movimentou R$ 1,6 bilhão.


