Ouro garante segurança aos investidores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de março de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Longe dos investimentos altamente rentáveis, as aplicações em ouro garantem, atualmente, uma boa segurança ao investidor. Esse tipo de compra é aconselhável para períodos de instabilidade do mercado financeiro e do risco-país. No entanto, quando a economia está em crescimento, comprar ouro não é considerado um bom negócio. Nesse caso, o rendimento do mercado financeiro e investimentos em obras de infra-estrutura, no caso de empresários, são as melhores alternativas.
O economista Ismael Mologni lembra que as aplicações com ouro foram importantes até 1972, quando os Estados Unidos estabeleceram o ''padrão ouro''. Até aquele ano, existia uma paridade entre o dólar e o ouro para os compradores da moeda americana. No entanto, o governo americano emitiu mais dólar do que ouro. ''Como os investidores passaram a exigir o ouro ao invés da moeda, os Estados Unidos mudaram o câmbio e valorizaram o dólar. Essa foi a primeira traquinagem cambial no mundo'', comenta.
Ele acrescenta que, nesse momento, o ouro não tem grande importância como investimento. ''O ouro é um ativo seguro, que não perde seu valor, e, eventualmente, no caso de uma moratória ele fica como reserva de valor. Com uma moratória, o dinheiro aplicado no mercado financeiro vira pó'', explica. No entanto, o economista lembra que esse não é o caso da poupança. ''Uma poupança de até R$ 20 mil tem seguro e, se vier a moratória, o poupador pode sacar. Mas esse não é o caso dos títulos CDB e RDB, por exemplo, que não têm qualquer garantia'', explica.
Segundo Mologni, as jóias sempre mantêm um preço constante. ''Nesse caso, o que muda é a quantidade vendida'', diz. Ele lembra que o ouro tem comércio rápido devido às suas várias utilidades. O mineral é utilizado pela odontologia e pela nanotecnologia, por exemplo.


