A rentabilidade do ouro nos últimos três anos é explicada porque o investimento é considerado como um porto seguro em momentos de crise, usado para diversificar o portfólio de aplicações. Consultores afirmam que se trata de um bem com renda variável conforme a cotação do dólar e o preço no mercado internacional, que apresenta certo risco, mas que serve como proteção para grandes variações no mercado.
Para investir em ouro, é necessário uma conta em corretora de investimentos para aplicação na Bolsa de Valores, que é certificado pela Bovespa, ou a compra nos chamados mercados de balcão. No primeiro caso, é necessário adquirir a cota mínima de 250g, equivalente a R$ 27,5 mil na cotação da última sexta-feira, que pode ser entregue na forma física ou apenas por contrato, com o metal custodiado por bancos. Nos balcões, é possível comprar barras a partir de 5g, ou R$ 550, de acordo com as regras de cada casa.
O consultor financeiro Charles Vezozzo afirma que a renda fixa perde valor em momentos de instabilidade econômica. ''A tendência é partir para a aplicações de renda variável, como ouro e dólar.''
Sócio-diretor do grupo Tática DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), Ernesto Rahmani afirma que a venda direta atende a pessoas com menos recursos para aplicar. No caso da Tática, a empresa lançou recentemente a venda física de barras a partir de 10g por telefone e, em breve, pelo site do grupo. ''Quem atua com ouro são grandes investidores e queremos quebrar essa barreira para os menores'', diz.
Ele cita que o ouro atende os interesses de quem tem boa renda e que pode diversificar o portfólio. ''Nos últimos anos, principalmente depois da crise, o desempenho do ouro foi alto'', afirma. Ele conta que a empresa tem compromisso de recompra com o preço do dia para os próprios clientes, o que garante a liquidez. (F.G.)

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