Agência Estado
De Londres
A cotação do ouro voltou a subir ontem até atingir o nível mais alto em mais de três meses, ante as expectativas de uma redução nas vendas futuras por parte dos produtores e de um crescimento da demanda por ativos reais, consequência das pressões inflacionárias provocadas pela retomada sustentada do crescimento mundial. No mercado londrino, o metal chegou a ser negociado a US$ 319 a onça (31,10347 gramas), antes de recuar para US$ 312,50 no encerramento da jornada, ante os US$ 295 da sexta-feira. Também a volatilidade das opções de ouro, um indicador dos movimentos futuros do metal, mais que dobrou ontem, para cerca de 30%, para o metal entregue em um mês.
O volume de negócios realizado também surpreendeu os operadores, que atribuíram a nova alta a um movimento de migração de capitais que estavam investidos em ações e outras aplicações de maior volatilidade para ativos mais seguros.
Em setembro, a cotação do ouro atingiu o nível mais baixo em 20 anos: US$ 251,70, para recuperar-se até chegar a US$ 338 em outubro, depois que 15 bancos centrais europeus prometeram limitar as vendas, os empréstimos e as operações de derivativos com a commodity.

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