Otimista, CNI revisa projeções de crescimento
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terça-feira, 03 de agosto de 2004
Agência Estado 
Brasília - A indústria deverá crescer 6% este ano. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com nota da CNI, divulgada ontem, esta é a terceira vez que a entidade aumenta a projeção de crescimento do setor industrial para este ano. A CNI estima ainda que a expansão da indústria, em 2004, será maior que a da economia brasileira.
O Produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativa da CNI, crescerá 4% neste ano. O presidente da entidade, Armando Monteiro Neto admite, segundo a nota, que há uma pressão inflacionária que pode provocar a alta das taxas de juros. ''Isso seria absolutamente indesejável, porque se houver um sinal de elevação dos juros, as metas de crescimento de médio prazo serão afetadas. Então, é importante que essa pressão inflacionária se dissipe para que o governo possa retomar a trajetória de redução dos juros'', defendeu Monteiro.
Modermaq - O governo editou ontem um decreto regulamentando o Modermaq, o programa de modernização do parque industrial que prevê uma linha de crédito de R$ 2,5 bilhões para o financiamento na compra de máquinas e equipamentos. No entanto, a novela ainda não acabou.
Anunciado em março com previsão de entrar em vigor em abril, o programa ainda não conseguiu sair do papel. Falta ocorrer uma reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), que aprovará uma resolução fixando as condições do financiamento e o custo previsto para o Tesouro Nacional e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que operará a linha de crédito.
Segundo o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Márcio Fortes, ''a resolução sairá o mais rápido possível.'' Além do CMN, o programa ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), uma vez que é de lá que sairão os recursos. Segundo técnicos do governo, já está tudo acertado e esses trâmites serão rápidos. Também no BNDES, está tudo pronto para começar a operar a linha.
O decreto publicado ontem, de número 5.165, autoriza a União a assumir, total ou parcialmente, o custo da variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Essa foi uma das questões que mais emperrou o Modermaq: quem bancaria o risco da variação da taxa, ou Tesouro. Optou-se por uma decisão salomônica: o banco ficará com o risco nas operações de curto prazo, provavelmente até dois anos. O Tesouro assume o risco nos empréstimos de prazo mais longo.
Pelo que foi divulgado até agora, o programa vai financiar até 90% da compra de máquinas e equipamentos, principalmente pelas micro e pequenas empresas. O juro será fixo em 14,95% ao ano, considerada alta pelas entidades empresariais.
O Modermaq foi anunciado pela primeira vez em 11 de março, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). E depois, confirmado no dia 31 de março, no lançamento da nova política industrial.


