Otimismo toma conta do comércio
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Os ''olhos'' do mundo estão voltados à crise financeira internacional. É certo que o momento exige cautela, mas os empresários paranaenses preferem deixar de lado o pessimismo que toma conta do mercado. A expectativa do comércio continua sendo de crescimento de vendas para este último trimestre do ano baseada nos indicadores econômicos nacionais, como aumento do emprego formal e a injeção do 13º salário. Os segmentos da construção civil e de automóveis também estão otimistas e continuam apostando em mais movimento até o final do ano.
''Nossa expectativa é boa. A tendência é sempre achar efeitos negativos, mas isso pode ser menos real do que se imagina. Temos que ter consciência e estar preparados para enfrentar a crise'', avalia Marcelo Cassa, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Segundo ele, a apreciação do dólar irá influenciar diretamente nos custos de produção agrícola o que, consequentemente, irá reduzir a margem de lucro dos produtores rurais. ''Isso vai afetar a nossa região, que é agrícola, mas vai afetar menos se tivermos conhecimento real da crise e não aumentarmos este fantasma'', diz.
Por isso, na sua avaliação, é hora de investir em treinamento de pessoal, em uma boa gestão financeira e fazer a liberação de crédito somente com critério. Neste cenário, a Acil acredita que as vendas neste Natal devem ficar acima de dois dígitos de crescimento. ''Estamos preparando um 'Natal especial' com mais investimentos em campanhas'', diz Cassa. O foco deste ano será a decoração e programação cultural e tem como objetivo melhorar a auto-estima da cidade e projetar a cidade no Estado e até no País.
A campanha ''Natal no céu'' - parceria entre Acil, Prefeitura e entidades - ainda precisa ser viabilizada economicamente mas pretende dar maior visibilidade a uma das principais avenidas da cidade: a Higienópolis. Também haverá concursos de decoração de vitrines e fachadas para comércio, prestadores de serviços e indústrias. A avaliação será feita pelos consumidores e por um júri técnico.
O aumento da inadimplência, segundo ele, preocupa. No entanto, este fato decorre do próprio aumento das vendas, fator considerado positivo. ''Por isso é que os comerciantes devem se cercar de todos os cuidados para não correr mais riscos além do próprio mercado'', comenta Cassa.
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Adilson Emir Santos, também acredita em um aumento de vendas neste último trimestre. A afirmação é baseada no crescimento dos empregos formais na cidade que, no ano passado, fechou com 5.907 novas vagas e até agosto deste ano havia gerado 8.646 novos postos.
Por enquanto, a Acim rebaixou a estimativa de aumento dos empregos temporários para o Natal. Inicialmente, a projeção indicava contratação de 1 mil a 1,5 mil trabalhadores, enquanto agora este número deve ficar em 600 temporários. Mesmo assim, a expectativa é que vendas fiquem entre 5% e 6% maiores do que as registradas no mesmo período do ano passado. ''O importante é não deixar o pessimismo tomar conta. Temos que ter o pé no chão, mas não acredito que teremos um final de ano ruim'', alega Santos.
''A nossa região cresce mais do que a média nacional puxada pelo agronegócio. A tendência agora é que a inadimplência comece a cair e a partir da segunda quinzena de novembro já haverá a primeira parcela do 13º salário'', salienta o presidente da Acim. A estratégia da entidade também será investir em decoração natalina, expandindo a iluminação antes restrita ao centro da cidade para os bairros.


