Otimismo na indústria de ração
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de dezembro de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A indústria brasileira de alimentação animal que, este ano, registrou volume de produção 5% maior em relação a 2003, está otimista com o crescimento do setor. Foram produzidas, em 2004, 43,4 milhões de toneladas de rações, suplementos minerais, premix e alimentos para animais de estimação, o que gerou um faturamento de US$ 8,4 bilhões. Apenas 76 mil toneladas foram exportadas, o que corresponde a 0,16% da produção total e faturamento de US$ 42 milhões.
De acordo com o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Mario Sergio Cutait, a projeção para 2005 é de um crescimento de 8% em relação a este ano, motivado pelo aumento nas exportações e do consumo no mercado interno. Segundo ele, o sindicato firmou convênio com a Associação de Promoção à Exportação (Apex) órgão vinculado ao Ministério da Indústria e Comércio Exterior , que prevê um investimento de US$ 2 milhões para ampliar as exportações. As vendas externas de ração para cães e gatos, exemplificou, deve passar de 34 mil toneladas para 100 mil toneladas, em dois anos.
As exportações, este ano, já foram 20% maiores que em 2003. Mas, para Cutait, ''o que precisa mesmo é melhorar o consumo interno''. Ele aposta no aumento do consumo de aves e suínos, o que, consequentemente, impulsionaria as vendas de rações.


