Otimismo contagia
até os importadores
As previsões de vendas são otimistas mesmo para os empresários que trazem toda a mercadoria de fora e pagam imposto de 38%. É o caso da dinamarquesa Lego, cujo volume e faturamento vão crescer 20% neste ano. Razões: aumento do número de itens, de 82 para 154, redução de preços e mais promoção e propaganda, diz Robério Esteves Moreira, gerente de marketing.
Os brinquedos mais populares são os que têm venda certa, na análise da diretoria da Elka, que tem produtos que custam, em média, menos de R$ 10. ‘‘Já vendemos tudo o que prevíamos’’, afirma Charles Kapaz, gerente de marketing.
A indústria de brinquedos, segundo os fabricantes, está colhendo neste ano o que plantou desde 96, com o acordo de salvaguarda. Pelos cálculos da
Abrinq, de 96 até agora os investimentos da indústria somam R$ 327 milhões.
Além de ter fábrica moderna, dizem os fabricantes, no ramo de brinquedos o sucesso da indústria depende da sensibilidade para saber o que vai cair no gosto da garotada. A Gulliver está gastando R$ 1 milhão em lançamentos e marketing e aposta na linha inspirada no jogador Marcelinho Carioca, como o Bate Falta, jogo que custa de R$ 19 a R$ 24 para o consumidor. A Toyster informa que vai produzir 1,6 milhão de unidades neste ano, 15% a mais do que no ano passado.
Fora a inibição do importado e o câmbio favorável, o crescimento se deve ao sucesso do filme ‘‘Tarzan’’ e do programa infantil ‘‘Teletubbies’’. A empresa, que faz personagens, jogos educativos e blocos de montar, vai lançar 80 produtos neste ano – 60% a mais do que no ano passado.

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