Bolsa sobe 2,76% impulsionada por Previdência

O Índice Bovespa teve alta expressiva nesta terça-feira (21), ainda impulsionada pela melhora da percepção em relação à aprovação da reforma da Previdência, combinada com o maior apetite por risco no mercado externo. O principal índice acionário da B3 oscilou em terreno positivo desde a abertura, acelerou o ritmo gradativamente ao longo do pregão e encerrou o dia com um salto de 2,76%, aos 94.484,63 pontos. O efeito da melhora na percepção política fica evidente se observado o desempenho das ações de empresas estatais, espécie de termômetro do risco atribuído ao cenário doméstico.

Estatais refletem melhora na percepção política

Banco do Brasil ON disparou 5,71%, Petrobras PN avançou 3,80% e Eletrobras ON subiu 4,97%. O setor bancário de modo geral, também sensível ao humor do investidor em relação ao governo, contribuiu em peso para a alta do Ibovespa. Itaú Unibanco PN subiu 3,84%. "Não creio que a alta foi exagerada. Houve exagero, sim, nas quedas dos últimos dias. A impressão que se tem é que a reforma da Previdência adquiriu vida própria. Apesar dos ruídos políticos, não vimos ninguém no Congresso falar que a reforma da Previdência corre risco de não ser aprovada", disse Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Ativa Investimentos.

Dólar recua após quatro pregões seguidos de alta

Depois de quatro pregões seguidos de alta, em que acumulou valorização de 3,19%, o dólar recuou. A perda de força da moeda americana em relação divisas emergentes pares do real e o arrefecimento das tensões políticas abriram espaço para desmonte de posições compradas em dólar futuro. Afora uma leve alta pela manhã, quando atingiu a máxima de R$ 4,1130, a moeda americana operou o restante do dia em queda e fechou com baixa de 1,35%, a R$ 4,0478, na mínima do pregão. Para o sócio-diretor da Via Brasil Serviços, Durval Corrêa, o panorama de incerteza política havia alimentado nos últimos dias um movimento especulativo com dólar futuro que não pôde mais ser sustentado.

Taxas de juros renovam fôlego e voltam a cair

Mesmo com a forte queda vista na segunda-feira, 20, os juros futuros renovaram o fôlego e voltaram a cair de forma expressiva, dada a percepção do investidor de que, nos últimos dias, houve melhora no cenário político, em especial nas relações entre o Congresso e o Executivo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 encerrou a sessão regular em 8,95%, de 9,131% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2025 caiu de 8,792% para 8,63%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 8,05%, de 8,192%. Nas curtas, o DI para janeiro de 2021 fechou com taxa de 6,87%, mínima, de 6,971% no ajuste anterior.

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