Otimismo com Previdência faz Ibovespa subir
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quarta-feira, 13 de março de 2019
Agência Estado 
Bolsa (subiu)
Dólar (desceu)
Otimismo com Previdência faz Ibovespa subir
Índice fecha com alta de 1,10%, novo recorde histórico
O otimismo com a reforma da Previdência deu fôlego ao mercado de ações e o Índice Bovespa renovou seu recorde histórico, ao atingir inéditos 98.903,88 pontos, em alta de 1,10%, nesta quarta-feira (13). Na visão de analistas e operadores, não houve notícia específica que justificasse o otimismo, mas um conjunto delas, que reforçou a percepção de que a reforma evolui sem percalços. "O Ibovespa vinha travado, oscilando no patamar entre 97 mil e 98 mil pontos, sem um 'trigger' que o tirasse desse intervalo. A sensação de que as coisas estão acontecendo conforme o previsto reduziu o comportamento defensivo do mercado", disse Rafael Bevilacqua, estrategista da Levante Ideias de Investimento.
Dólar registra leve baixa de 0,04%
O dólar fechou praticamente estável nesta quarta, dia marcado por ajustes após a moeda recuar 1,80% nos três últimos pregões. O dólar à vista fechou em R$ 3,8133, em leve baixa de 0,04%. Profissionais de câmbio avaliam que é preciso novidades mais concretas sobre a reforma da Previdência ou mudanças positivas no exterior para a divisa americana cair abaixo de R$ 3,80. A tramitação no Congresso ainda está em fase muito inicial, sem desdobramentos concretos sobre como ficará a economia fiscal da reforma. Também no aguardo dos desdobramentos, o risco-país medido pelo CDS (Credit Default Swap) ficou estável, em 156 pontos, considerando os papéis de cinco anos.
Taxas de juros encerram sessão regular em queda firme
Os principais contratos de juros fecharam a sessão regular com taxas em queda firme. O número ruim da produção industrial de janeiro reforçou o debate sobre o espaço para queda da Selic este ano. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,355%, de 6,415% na terça no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,021% para 6,91%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou na mínima de 7,98%, de 8,092% na terça no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 8,612% para 8,50%. Estes patamares de encerramento representam o piso da série histórica para as taxas.
Patamar da Selic está em pauta após resultado negativo da indústria
A queda de 0,8% na Produção Industrial Mensal (PIM) de janeiro ante dezembro foi bem maior do que indicava a mediana negativa de 0,27% das estimativas dos analistas. O resultado, somado à leitura da abertura do IPCA na terça, deu combustível à discussão sobre o patamar da Selic. Nesse contexto, a precificação de queda, ainda que tímida, da Selic reapareceu nos DIs nesta quarta. Conforme cálculos do Haitong Banco de Investimento, a curva praticamente apagou a precificação de alta da taxa básica no fim do ano - apenas 3 pontos-base - e voltou a mostrar chance de queda no primeiro semestre. Para o encontro da próxima semana, a precificação é de estabilidade em 6,50%.


