Óticas pedem mais fiscalização
O Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico no Estado do Paraná quer mais fiscalização na comercialização de óculos de grau e de sol e lentes de contato. Nos últimos dias, o sindicato protocolou o pedido em vários órgãos fiscalizatórios federais, estaduais e municipais contra o comércio irregular. Segundo o presidente Nicolau Burgacov Júnior até mesmo a venda de óculos de sol deve ser feita sob a supervisão de um técnico responsável.
''Na minha opinião, a Prefeitura é o órgão de maior poder de fiscalização porque expede o alvará. Além dos camelôs, denunciamos todos os estabelecimentos que vendem óculos de sol nos shoppings e as lojas de departamento'', comentou Burgacov. Segundo ele, as irregularidades estão impedidas pela lei 24.492 e a venda de óculos de sol fora das óticas, inclusive, foi vedada pelo Superior Tribunal de Justiça.
Neste caso, a fiscalização cabe à Vigilância Sanitária. Rogério Lampe, da Vigilância, reconheceu a dificuldade no trabalho e disse ser de conhecimentos de todos que existe a venda de óculos de grau dentro do camelódromo. ''Mas também é sabido que existe o problema social, mas não podemos tirar o problema legal. Agora, no caso de uma fiscalização há reação: se formos apreender óculos de grau em duas lojinhas as outras 80 vão vir para bater nos fiscais e ainda há a reação negativa da sociedade'', ponderou Lampe.
No entanto, ele acrescentou que ''ninguém irá se furtar às responsabilidades''. ''Acho que falta apenas um direcionamento e uma coordenação eficaz para que essa ação se realize de fato'', disse. (F.M.)





