OSWALDO PETRINO
Juros da incompetência
A economia norte-americana, vivendo os seus piores momentos, às vésperas de uma guerra com o Iraque, e ainda sob o impacto do nervosismo de ataques terroristas, mantém a taxa de juros em 1,25% ao ano. Decisão de ontem do Federal Reserve (Fed/Funds).
A economia brasileira, vivendo esta semana seus melhores momentos nos últimos meses, mantém o juro básico em 26,5% ao ano. Decisão deve sair da reunião de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom).
Conceito do Fed que, no entanto, não expressou inclinação formal para um corte nos juros no curto prazo: ''juros altos inibem consumo e atrapalham o crescimento econômico, só se justifica por períodos bem curtos''.
Conceito tupiniquim do Banco Central do Brasil: juros altos inibem o consumo e contêm a inflação. São justificáveis porque dão tranquilidade para governar. Não importa o preço disso para os setores produtivos.
Não tem importância que o a sociedade fique privada dos bens essenciais; que a indústria não crie emprego. O importante é poder dizer que também o atual governo não perdeu da guerra para a inflação. Herança-escola do governo caipora de FHC, que foi tarde demais.
Guerra/propaganda -- Agências norte-americanas estão sugerindo aos clientes que suspendam os anúncios na tevê, em horários que coincidam com reportagens sobre a guerra. Motivo: marcas famosas devem ser poupadas do risco de terem seus nomes associados com momentos negativos da história. A Mastercard foi a primeira a acatar a sugestão.
Fazenda Faxinal -- Dia de Campo vai mostrar cruzamentos como Brangus x Canchin; Red Angus x Azebuado; Canchin x Canchin; Canchin x
Nelore; Nelore x Nelore. Será no dia 29 de março, a partir das 8h30. Temas: Boi verde e mercado; rastreabilidade e genética. Palestrantes: professores da UFPR. Informações: (42) 233-2472, e-mail [email protected]
Leilão/opção -- Amanhã, quinta, a Conab vai ofertar 18,3 contratos de opção de venda de milho a grandel da safra 2002/03 para vários Estados. Paraná tem 7.145 contratos. Preço de exercício: R$ 20,00/saca. Prazo de liquidação, 15 de julho; data de entrega, 30 de junho.
Leilão/milho 2 -- Na semana passada, José Pitoli, cerealista de Cornélio Procópio, criticou - através desta coluna - a data de entrega. Ontem, através da Agência Folha, ele sugeriu que o governo mude a data (definida até 30 de junho).
Milho/Pitoli -- Um dos objetivos do leilão é incentivar a safrinha, mas a safrinha só entra no mercado no final de julho, diz Pitoli. E nenhum produtor vai guardar milho da safra de verão para receber R$ 20 por saca. Mercado hoje paga mais.





