-Ao mesmo tempo em que o presidente Fernando Henrique Cardoso, no primeiro programa político da temporada, comemorava, ontem, a estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real, de autoria e mérito do seu governo, o Instituto de Economia Agrícola divulgava uma estatística que tem muito a ver. ‘‘Preços agrícolas caem 0,23% na segunda quadrissemana de agosto’’. Preços agrícolas estáveis, ou em queda, são notícias mais do que rotineiras nos últimos anos. Todos os agentes econômicos vem passando com água pelo pescoço, mas os agricultores (e muitos dos seus fornecedores) foram os verdadeiramente esfolados.
-Ainda para comparar. Pela primeira vez em seu governo, o presidente Fernando Henrique Cardoso se comprometeu com os empresários da construção civil a equilibrar as linhas de financiamento para a produção e comercialização dos imóveis. ‘‘Por que não dar mais atenção à produção imobiliária? É necessário. Vamos fazê-lo’’, disse o presidente, durante discurso para empresários do setor.
-Está certo o presidente FHC. Estimular a construção civil é oxigenar a economia, gerar empregos, distribuir riquezas, etc. A agricultura tem a mesma função e responde rapidamente toda vez que é convocada através de estimulos. Mas, pelo jeito, nem em campanha política não se observa comprometimento. Será que a falta de representação é tão forte assim?. Claro que é.
-O setor da construção civil saiu satifeito, ainda que se tratasse de um discurso em plena campanha. ‘‘Não poderíamos ter ouvido nada melhor’’, disse o
presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Ricardo Yazbek, comemorando a afirmação de Fernando Henrique. O presidente do SindusCon-SP (Sindicato das Indústrias da Construção), Sérgio Porto, explicou que a ampliação de linhas de crédito à produção é uma reivindicação antiga. ‘‘Há dois anos pedimos isso ao governo’’, afirmou Porto.
-Voltando à questão dos preços. Os valores recebidos pelos produtores na segunda quadrissemana de agosto tiveram uma variação negativa de 0,23% e apresentaram uma recuperação de 2,20 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando a queda ficou em 2,43%. Os cálculos são do pesquisador Nelson Batista Martin, EA. Dos 19 produtos analisados na segunda quadrissemana de agosto, apenas um manteve seu preço estável (leite), nove apresentaram quedas (amendoim, cana-de-açúcar, feijão, milho, soja, tomate, trigo, ovos e suínos) e outros nove tiveram alta de preços (algodão, arroz, banana, batata, café, cebola, laranja, aves e bovinos).
-Nesta quadrissemana houve uma recuperação nos preços dos grãos e das frutas. Os preços dos produtos de origem vegetal caíram 1,12% e os de origem animal subiram 2,04%. Os preços do boi gordo estão acima dos verificados no ano passado, mas não têm atingido o aumento esperado pelos criadores para o início da entressafra.


Gastronomia
-Hoje, às 20 horas, no Empório Guimarães, o ‘‘chefe de cozinha’’ Sérgio Arno, ministra o 1º Workshop Gastronômico de Londrina, a convite da Selmi e da Lincx Serviço de Saúde. A Selmi lança uma nova linha de macarrão trigo duro com a marca ‘Renata Superiori’.
Sérgio Arno

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