Oswaldo Petrin
-Uma pauta agrícola e substanciosa na reunião de hoje do Conselho Monetário Nacional (CMN): 1) Redução dos juros nos financiamentos de máquinas e implementos em geral, 2) Criação de um programa de crédito em tempo real para lastrear operações de pré-comercialização em bolsas, 3) Linhas de crédito de investimentos do Pronaf, 4) Novos créditos para programas de assentamento da reforma agrária, 5) Fixação do novo preço de comercialização do café, para dar suporte ao mercado.
-A somatória dos projetos significa um respeitável aporte de recursos para a próxima safra. A principal novidade na pauta do CMN fica por conta das medidas adicionais para a sustentação do preço do café. As medidas incluem a alteração das linhas de financiamento de colheita e pré-comercialização com o objetivo de permitir a retenção do produto e alavancar as cotações para R$ 150 a saca. (Veja mais informações nesta página).
-Outras medidas estão dentro do plano anunciado em Londrina pelo ministro Francisco Turra em abril, quando visitou a Exposição: criação de um programa de financiamento diário de margens nas bolsas de futuros (hedge) com recursos de até R$ 20 milhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). De acordo com o voto, o produtor terá a oportunidade de transformar débitos da colheita e pré-comercialização em retenção de café, com a vantagem da redução dos juros dos financiamentos de TJLP mais 3% para 9,5% ao ano. O valor financiável tem o limite de 70% do preço fixado para o produto de acordo com a média das cotações do mês anterior. Os três programas de financiamento do setor cafeeiro totalizam R$ 900 milhões e as mudanças nas regras, segundo fonte da área econômica, têm o objetivo de dar mais oxigênio ao setor.
-Outro voto a ser apreciado na reunião de hoje do CMN é o que reduz os juros para a compra de máquinas e implementos agrícolas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de 14,5% ao ano para 11,95% ao ano. Outro fixa os preços mínimos das sementes para a safra 1998/99 e de alguns produtos regionais como sisal, juta/malva e cera de carnaúba nos mesmos níveis da safra passada. Conforme a Agência Estado, a única alteração deverá ocorrer com a semente de milho, onde é prevista uma redução de 10%. Há ainda na pauta um voto que vai retirar a exigência de garantias nos financiamentos a mini e pequenos produtores dentro do programa de recuperação da lavoura cacaueira e dois outros referentes ao Programa de Crédito Emergencial da Reforma Agrária (Procera).
-Um deles autoriza um crédito de custeio pecuário de até R$ 1 mil para os produtores assentados na região da Sudene, com rebate de 50% no principal e também nos juros de 6,5% ao ano, e o outro simplifica as regras para a cobertura do Proagro (seguro rural) em operações de até R$ 1 mil, além de permitir financiamentos grupais para pequenos empreendimentos rurais.
Soja PR





