Oswaldo Petrin
-Foi uma semana de quedas sucessivas no preço do café (veja contratos de setembro na Bolsa de Nova York, ontem) deixando o mercado interno em compasso de espera. Mas, em café, o que é bom para Minas Gerais, é bom para o Paraná (o que é positivo porque politicamente os representantes mineiros são mais habilidosos). E a última notícia do setor vem de Três Pontas, Sul mineiro, sede de reunião, ontem, do Conselho Deliberativo de Política Cafeeira (CDPC). Seguinte: o governo deve divulgar na próxima semana novas medidas para que os produtores de café possam reter o produto e escalonar as exportações. O deputado federal Silas Brasileiro, presidente da Frente Parlamentar da Cafeicultura, adiantou que o governo determinará um preço de referência para a venda do café no mercado externo. Não haverá preço de referência para negociações no mercado interno, garantiu o deputado. O governo fará também uma nova liberação de recursos para a comercialização da safra.
-O montante ainda não está definido e a liberação dos recursos será votada na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), marcada para a próxima quinta-feira. Haverá outras medidas mas eu ainda não posso adiantar, disse o deputado, que participou de reunião sobre avaliação do mercado cafeeiro.
-O secretário de Produtos de Base do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo (MICT), Maurício de Souza Assis, garantiu que a liberação de novos recursos e a determinação de um preço de referência para venda de café no mercado externo fazem parte de um conjunto de medidas alternativas que serão estudadas pelo Conselho. Haverá uma nova reunião na próxima terça-feira, em Brasília, para que as medidas sejam detalhadas.
-Assis explicou que algumas das medidas tomadas pelo CDPC em sua última reunião ordinária -no dia 27 de maio - não surtiram o efeito esperado. Entre as medidas anunciadas em maio o CDPC liberou R$ 530 milhões para a pré-comercialização da safra. O objetivo do Conselho era propiciar condições para que os produtores pudessem reter o café e escalonar as exportações. Cerca de 40% da safra brasileira é, historicamente, vendida no início da colheita, entre os meses de julho e setembro.
-Segundo Assis este mês de julho o País deve exportar um total de 1,7 milhões de sacas. O representante da Conferação Nacional da Agricultura (CNA) no CDPC, Rui Queiroz, reiterou que algumas medidas tomadas pelo conselho acabaram não surtindo o efeito esperado. Vamos ter outras reuniões para detalharmos as possíveis alternativas, disse. Queiroz que preside a Comissão Técnica de Café da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (FAEMG) já havia garantido que os produtores queriam medidas adicionais à anunciadas pelo CDPC em sua última reunião ordinária para buscar o melhor escoamento da safra este ano. (Informação baseada na reportagem de Renato Andrade, da Agência Estado)
Milho/atacado





