Oswaldo Petrin
Dinheiro novo
-Se a liberação de recursos para custeio da safra de verão estava dependendo de uma definição quanto à equalização, agora está resolvito. É que, ontem, foram publicas no Diário Oficial da União, as três portarias autorizando o pagamento de equalização de encargos financeiros sobre os saldos médios dos financiamentos rurais concedidos pelos bancos do Brasil, BNDES, e Banco do Nordeste. A autorização refere-se aos financiamentos com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Fundo de Aplicação Extramercado (FAE) e da Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame). As portarias estavam sendo aguardadas para os bancos iniciarem os financiamentos para safra 98/99, principalmente para pré-custeio, com juros subsidiados de 8,75% (médios e grandes produtores) e 5,75% (pequenos produtores do Pronaf).
-A equalização define como será paga a diferença entre juros de captação (taxas praticadas no mercado) e os juros (menores) cobrados da agricultura. Ontem mesmo o diretor de Crédito Rural do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, anunciou a liberação de recursos. Embora em conta-gotas, a transferência do crédito já começou. Ele disse à Agência Estado que o BB vai disponibilizar pelo menos R$ 500 milhões a partir da semana que vem para os financiamentos de custeio da safra agrícola 1998/99.
-Desde o início do mês as agências do BB vinham recebendo as propostas dos produtores rurais, mas com a publicação ontem, no Diário Oficial, das portarias do Ministério da Fazenda que garantem a equalização dos recursos, os empréstimos deverão fluir com rapidez. A idéia é definir, já no início de agosto, quando será liberada a nova parcela. O ministro Francisco Turra disse ontem que os recursos ‘‘são dinheiro novo, sem descontar encargos da securitização’’.
-As portarias garantem a equalização dos recursos, ou seja, o pagamento pelo Tesouro Nacional da diferença entre o custo de captação de recursos, acrescido dos custos administrativos e tributários, e os encargos cobrados do tomados final do crédito, fixados em 8,75% para médios e grandes produtores e 5,75% para os pequenos na próxima safra de verão, que começa a ser plantada em agosto.
-As portarias também abrem a possibilidade de prorrogação dos financiamentos de custeio feitos na safra passada com juros favorecidos para os agricultores que perderam a lavoura. Conceição disse que o BB vai analisar caso a caso os pedidos de prorrogação que, normalmente, valem por mais uma safra. Os casos mais visíveis de perda da safra, segundo o diretor, são os dos produtores de algodão, em Goiás, e de arroz, no Rio Grande do Sul.
-Quem tem dúvida pode perguntar para Conceição na próxima terça-feira, durante teleconferência sobre crédito rural (veja notícia nesta página).


Preços médios
-Preço de algodão em pluma, calculado pela Esalq/BM&F, ontem: 75,01 centavos de real/libra-peso (-1,16%). Em dólar, registrou 64,57 cents de dólar/libra-peso (-1,12%). O valor a prazo caiu 1,16% (75,69 centavos de real/libra-peso.
Milho atacado
-O indicador de preço de milho, calculado pela FGV/BM&F, teve uma queda de 0,12% ontem (R$ 8,46/saca). Em dólar, caiu 0,14% (US$ 7,28/saca). O valor a prazo caiu 0,23% (R$ 8,49/saca). Veja, na tabela abaixo, preços no Paraná.
Boi/SP
-O preço do boi gordo teve uma alta de 0,37%: R$ 26,89/arroba. Em dólar, a cotação subiu 0,43%, ficando em US$ 23,15. A prazo, o preço ficou em R$ 27,42, alta de 0,15%. Os dados são da Esalq/USP. No Paraná, R$ 25,50.
Café BM&F
-O valor à vista em reais do indicador do café Esalq/BM&F ficou ontem em R$ 127,49/saca (+ 0,31%). Em dólar, o preço subiu 0,34% e ficou em US$ 109,82/saca. A prazo, ficou em R$ 128,49/saca (+ 0,30%).
Soja BM&F
-O Indicador de Preços da Soja Esalq/BM&F subiu ontem 0,49% (R$ 14,45/saca). Em dólar, subiu 0,57% (US$ 12,44/saca). O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços praticados no mercado disponível em cinco praças do Paraná. (AE).

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