-Três boas notícias para quem aposta no Proálcool:
1) Em Brasília, ontem, a Fiat apresentou os novos modelos a álcool (Uno, Palio 1.0 e 1.5 e Palio Weekend) e diz que já está aceitando pedidos pelo sistema Fiat On Line. Só que demora cerca de 30 dias. Para a retomada da produção de carros a álcool a Fiat leva em conta as medidas que o governo está adotando para reativar o setor. Entre as medidas está a substituição da frota oficial federal de 80 mil veículos em cinco anos.
2) Em Brasília, ontem, o ministro da Indústria e do Comércio, José Botafogo, garantiu que o consumidor que optar pelo carro a álcool não terá problema de abastecimento. A nova política de carro a álcool tem como objetivo a inovação tecnológica, a eficiência econômica e o benefício ao consumidor. O governo vai cobrar qualidade das montadoras. O ministro lembrou que a nova política não é uma imposição de uma solução burocrática. ‘‘O objetivo é que o consumidor faça sua escolha’’.
3) No Paraná, hoje, o governador Lerner, sanciona o projeto de lei 462/97 que cria a frota verde do Estado. Em cinco anos cerca de 12 mil veículos do Estado terão motores movidos a álcool. Para ilustrar a confiança - e certo entusiasmo com o revigoramento do Programa do álcool, a assinatura do governador acontecerá em uma usina de álcool, no Norte Pioneiro.
-Os carros da Fiat são os primeiros modelos com motor 1.0 a álcool que chegam ao mercado, mas seu preço é igual ao do carro a gasolina. Nos demais, a diferença é de cerca de 3,5%. Um Palio 1.5 básico, por exemplo, sai por R$ 17.928 na versão a álcool e R$ 18.673, se for a gasolina. Isso ocorre porque a lei editada pelo governo para reativar o Proálcool dá redução de cinco pontos porcentuais nos automóveis a álcool, exceto para os modelos com motor 1.0.
-‘‘O custo de produção é o mesmo, a única coisa que pode fazer diferença é o imposto’’, justificou o presidente da Fiat do Brasil, Giovanni Razelli, à Agência Estado. A lei prevê a renovação da frota oficial de carros por modelos a álcool. Esse é o principal mercado visado pela montadora. A previsão é de que só o governo federal precisará comprar 80 mil carros por ano, para renovar sua frota no prazo de cinco anos, como determina a lei.
-Botafogo acredita que não há qualquer relação entre o aumento de 5 pontos porcentuais do IPI sobre os automóveis e a recente queda nas vendas de veículos. Ele não descartou a possibilidade de que até a Copa do Mundo possa estar influenciando nessa queda.
-A área econômica do governo não acredita que a queda nas vendas de automóveis e a retração na indústria metalúrgica possam comprometer a retomada do crescimento no segundo semestre. E o governo como um todo está apostando nessa retomada. Porque há indicadores mirando para isto e por conveniência política.


Imposto

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