Oswaldo Petrin
Oswaldo Petrin
Potencial de consumo
O consumo de alimentos cresceu 60% desde junho de 94, início do plano Real, até o último mês de abril, na região metropolitana de São Paulo. Este dado, divulgado ontem pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), representa um aumento médio de 12% ao ano no período. O índice da Federação paulista mede o consumo de alimentos em supermercados, açougues e feiras da área metropolitana.
Este indicador, isoladamente, não é parâmetro suficiente para aferir o bom comportamento da economia. Convenhamos, porém, que não há registro na história apontando que mudanças de economia tenham tido impacto tão significativo no âmbito social. O Plano Real não alcançou mudanças suficientes para gerar empregos e até fracassou diante deste grande desafio da Nação. Também não alcançou maturação suficiente para distribuir rendas. Mas, pelo menos entre os que estão empregados, ou subempregados, garantiu alimentação básica abundante. E, na medida em que o poder aquisitivo provocou o deslocamento da demanda para bens de melhor padrão (exemplo: o consumo de arroz ou macarrão deu lugar a mais carne bovina), esta acomodação tornou alguns itens, mais populares, ao mesmo tempo mais acessíveis.
Não é importante, apenas, permitir que camadas economicamente ativas melhorem sua qualidade de vida e possa corresponder outras aspirações que não sejam apenas alimentação ideal. Mas incorporar mais cidadãos ao processo produtivo, dos que consomem e dos que produzem. E isto só se consegue com fomento e atividade produtiva, leia-se oferta de empregos.
A economia brasileira está descobrindo um grande mercado consumidor: o seu mercado interno, formado de baixas rendas. Potencializar este mercado, através do aumento da massa salarial, não oferece nenhuma ameaça ao abastecimento ou ao plano econômico, com o descontrole da inflação. Mas, certamente, promoverá melhor distribuição da renda através do aquecimento do setor que responde mais rapidamente aos anseios de geração de empregos e exigenação da economia: o setor primário.
Voltando à performance da economia: o maior crescimento foi no setor de hortifrutigranjeiros: 340% no período, em função das ofertas desses produtos em feiras e sacolões, dizem os técnicos da FCESP. O consumo de carnes nos açougues, por sua vez, cresceu 56% no período do Plano Real até abril. Os supermercados aumentaram suas vendas em 3% no período. No que se refere apenas ao mês de abril, o consumo de alimentos cresceu 1,58% em comparação a março, dividido da seguinte forma: supermercados (0,35%), açougues (3,6%) e hortifrutigranjeiros (5%), informou a Federação do Comércio. No primeiro quadrimestre de 98, segundo a entidade, o crescimento foi de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. No caso dos supermercados, o aumento nas vendas de alimentos foi de 3% no primeiro quadrimestre, ante 20% dos açougues e 38% dos hortifrutigranjeiros.
Milho/FGV
O indicador de preço de milho, calculado pela FGV/BM&F, ontem: R$ 8,49/saca (- 0,35%). Em dólar: US$ 7,33/saca (- 0,41%). O valor a prazo também caiu 0,35% (R$ 8,52/saca).
Soja/BM&F
O Indicador de Preços da Soja registrou ontem R$ 14,64 /saca (+2,2%). Em dólar, ficou em US$ 12,64/saca (+ 2,27%). Indicador é calculado pela Esalq/BM&F, com base em preços praticados no disponível de praças do Paraná.
Café
Valor à vista em reais do indicador do café Esalq/BM&F, ontem: R$ 126,98/saca (- 0,17%). Em dólar, US$ 109,62/saca (- 0,17%). A prazo também caiu ficando em R$ 127,98/saca (- 0,25%).
Algodão
O indicador de preço de algodão em pluma, calculado pela Esalq/BM&F, ficou ontem em 77,98 centavos de real/libra-peso (- 0,14%). Em dólar, 67,31 cents de dólar/libra-peso ( - 0,16%).
É média
Os indicadores de preços revelam uma média entre várias cotações, no período, não refletindo o preço do dia. É distribuído pela Agência Estado. Veja nesta página os preços do dia, no Paraná.





