Oswaldo Petrin
O time que ‘‘ganha’’
-Em tempo de ‘‘penta’’ e alegorias eleitorais, até as oscilações de preços, fenômeno exclusivamente mercadológico, são motivo para comemorar. Primeiro, foi o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, através do seu porta-voz em programa de Rádio, a ‘‘anunciar’’ a queda do preço do feijão, decorrente da normalização da oferta. Vejam só! Depois, no dia seguinte, foi a vez do ministro da Fazenda, Pedro Malan. Ele assegurou ontem que o preço da cesta básica, medido pelo Dieese, ‘‘vai baixar’’, e também que as importações continuarão caindo. Pior é que é verdade. Pode-se discutir a forma de divulgação, ufanismo, etc. Mas os dados são reais. Mas até a ‘‘Bolsinha’’ de cereais de São Paulo - reduto clandestino da especulação - previu isto, a cada carreta que chegava, semana passada, carregada do produto, procedente de Goiás, Paraná, Rondônia e do própiro interior paulista.
-No caso dos importados, o ministro afirmou que nem a retomada do ritmo de crescimento da economia, a partir de agora, reverterá a tendência de redução. Muitos economistas dizem que é cedo para comemorar a queda no crescimento das importações, pois isso teria sido apenas uma consequência da retração da economia. Para eles, quando o País retomar o crescimento, as importações voltarão a subir muito, afetando negativamente a balança comercial, que se tornará cada vez mais deficitária.
-Malan garantiu que este é um raciocínio equivocado. Segundo ele, neste segundo semestre a atividade econômica voltará ao caminho do crescimento, mas nem por isso as importações representarão ameaça. Conforme assegurou (entrevista a Jô Galazi, da Agência Estado), o País, hoje, já tem produtos com qualidade e preços equivalentes aos importados e, assim, empresas e consumidores finais não recorrerão mais tão intensamente aos produtos fabricados no exterior.
-Sobre a cesta básica, Malan disse que ela subiu apenas 17% em quatro anos e dois dias, ao passo que o salário mínimo elevou-se em 100%. Para o ministro, assim que o abastecimento de arroz e feijão - prejudicados por quebras de safra - estiver normalizado, os preços destes produtos voltarão a recuar.
-O ministro reafirmou que a política cambial continuará a ser rigorosamente a mesma e que o governo já indicou que haverá um alargamento da banda cambial ao longo do tempo, dentro de uma orientação muito clara. ‘‘Nada de ciclotimias’’, resumiu. Malan destacou que o País tem reservas de US$ 72 bilhões e lembrou que mais da metade do déficit em conta corrente do ano passado foi financiada com investimentos diretos (US$ 17 bilhões), 60% dos quais não vinculados a privatizações. ‘‘Este ano teremos ainda mais investimentos estrangeiros diretos e o déficit em conta corrente, em números absolutos, será menor do que o do ano passado’’, afirmou.


Milho FGV/BM&F
-O indicador de preço de milho, calculado pela FGV/BM&F, registrou ontem R$ 8,52/saca (- 0,23%). Em dólar, a cotação foi US$ 7,36/saca (- 0,22%). O valor a prazo foi de R$ 8,55/saca (- 0,23%).
Soja BM&F
-Indicador de Preços da Soja Esalq/BM&F, ontem: R$ 14,32/saca (- 1,04%). Em dólar, ficou em US$ 12,36/saca (- 1,12%0. Indicador é calculado pela Esalq com base em preços praticados no mercado disponível em 5 praças do Paraná.
Soja 2
-O mercado continua à espera de uma melhor definição sobre a safra
americana em 98/99 em função do clima nas regiões produtoras. A safra dos Estados Unidos deve ficar entre 76 milhões e 77 milhões de toneladas.
Café
-O valor à vista em reais do indicador do café Esalq/BM&F ficou ontem em R$ 127,20/saca (+ 1,46%). Em dólar: US$ 108,89/saca (+ 1,38%). A prazo, a alta foi de 1,46% (R$ 128,20/saca). (Agência Estado).
Açúcar cristal
-O preço disponível de açúcar cristal especial ficou ontem em R$ 11,83/saca (50 kg) (- 0,59%). Em dólar, o preço ficou em US$ 10,21 (- 0,68%). O indicador, que reflete o preço médio do açúcar é da Fealq/USP.

mockup