Oswaldo Petrin
-O Sindicato Rural de Londrina e a Sociedade Rural do Paraná vão sugerir hoje ao presidente Fernando Henrique Cardoso que abra um canal de comunicação com a classe rural (ver notícia no alto da página). Ao mesmo tempo que inauguram uma forma diferente, madura, de reivindicar, as entidades deixam entrever que o setor está descontente com os auxiliares mais diretos da Presidência. Pelo menos é o que sugere a frase Tentamos fazer chegar à v. excia. a verdadeira informação sobre o campo, mas, pelo longo caminho percorrido, a informação chega distorcida.
-A iniciativa das duas entidades de se disporem a passar informações corretas
ao governo, decorre do grande paradoxo entre o discurso e a prática. Os dois signatários da carta a ser entregue hoje a FHC, não disseram, mas fica claro que em termos de agricultura o presidente FHC fala uma coisa e os escalões do governo praticam outra. E até informação errada tem sido transmitida no programa de rádio do presidente. Há quem aposte que o presidente é mal-informado e não sabe o que ocorre no campo. E também desconhce que a política que anuncia não chega a ser executada.
-Inteligente, FHC deve aceitar a abertura do canal, proposta pelo Sindicato Rural e Sociedade Rural do Paraná. A não ser que prefira ficar com a desinformação que lhe passam. Afinal, cada presidente tem a assessoria que merece.
- Indicadores O ministro Malan recorreu ontem a alguns indicadores para sugerir que a economia está sendo reaquecida: o volume de consumo de cimento aumentou de 25 milhões de toneladas em 96 para 38 milhões de toneladas em 97. Ainda citando os dados do IBGE, Malan informou também que os lançamentos imobiliários cresceram de 21,6 mil em 96 para 38,8 mil em 97. Apesar de existirem ainda carências e mazelas no País, esses números mostram o avanço do governo na questão social, disse. E aos que nos acusam de que os problemas não foram resolvidos, como se fosse possível resolver em dois anos, gostariam que lessem esses dados.
-Segundo Malan, entre 93 e 96, houve um aumento de consumo de fogões de 3,12 milhões naquele período; de 5,5 milhões de TVs; de 4,59 milhões de geladeiras e de 3,3 milhões de freezers, entre outros. No setor de serviços, o ministro citou o acesso de 5,1 milhões de domicílios a água potável; de 1,6 milhões de domicílios a esgoto; 5,2 milhões a recolhimento de lixo; 3,65 milhões a energia elétrica; e 2,8 milhões a telefones. Como vocês podem ver, milhões de brasileiros foram incorporados, não só a serviços públicos como ao consumo de bens, interpretou.
-O ministro afirmou ainda que o Brasil também está reduzindo sua taxa de analfabetismo. Segundo Malan, o analfabetismo caiu de 22,3% em 81 para 16,5 em 92 e para 13,8% em 97. Ainda assim, nos centros urbanos, acrescentou, a taxa de analfabetismo está em 5%. Esperamos chegar a taxas que nos deixem orgulhosos no âmbito internacional, afirmou.
CNA Sindical





