Oswaldo Petrin
-A indústria sugere novos critérios para leilões de café. Foi só o preço do café reagir no mercado interno e as torrefadoras começaram a se mexer, inclusive para mudar as regras do leilão, passíveis, aliás de alterações, uma vez que o próprio comércio (e não apenas as indústrias) considera fracas as ofertas do produto em leilões. O que não pode é reverter uma tendência natural do mercado, uma vez que as altas dos últimos dias são inerentes ao mercado: reação na Bolsa de Nova York, mesmo que especulativa, e baixa oferta do produto.
-O que existe no momento é um diagnóstico de baixa disponibilidade do produto no mecado interno. Nada que comprometa o abastecimento, naturalmente, mas capaz de sustentar os preços, o que não é bom para a indústria. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) pretende sugerir uma nova política para os leilões dos estoques oficiais na primeirão reunião do Conselho Deliberativo de Política Cafeeira, dia 3 de março em Vitória. A alta dos preços no mercado interno, na casa de 50% em dois meses, está dificultando o suprimento nesta entressafra.
-Para que os preços não aumentem em demasia, retraindo o consumo, os industriais defendem volume maior nas vendas públicas. Na próxima quarta-feira, leilão oficial oferecerá 200 mil sacas, depositadas no Paraná, São Paulo e Minas Gerais, total considerado insuficiente pelos torrefadores. Para março, a Abic defende a venda de 300 mil sacas só para a torrefação, sem contar as necessidades da indústria do solúvel e da exportação.
-Segundo o secretário-geral da Abic, David Nahum Neto - em entrevista ontem à Agência Estado, os industriais consideram necessário vender de 6 milhões a 8 milhões de sacas nos próximos 18 meses, em virtude das previsões da nova safra, que apontam recuo de 20% na produção.
- Alimentos Por determinação do Palácio do Planalto, o Governo voltou atrás na decisão de estabelecer novas regras para a importação de alimentos e suspendeu ontem a portaria de número 9, publicada em 14 de janeiro. A suspensão consta em outra portaria publicada no Diário Oficial da União. A portaria número 9 foi motivo de polêmica dentro do governo e provocou reação do Ministério das Relações Exteriores, que havia decidido encaminhar o assunto à Câmara de Comércio Exterior, por causa das reclamações de parceiros comerciais do Brasil, principalmente da Argentina.
-A portaria exigia um novo registro das importadoras de alimentos, embora tal registro já exista no Ministério da Agricultura. Logo após a publicação da portaria, o embaixador da Argentina, Diego Guellar, esteve com os ministros brasileiros da Saúde e da Agricultura, solicitando uma revisão do texto. O aumento do controle sobre a importação de alimentos afetaria negócios de US$ 2 bilhões,CAMAS





