-A partir de agora, quem ainda não conhece vai querer saber algo sobre o ‘‘Programa Agrinho’’, que conscientiza estudantes de sete a 14 anos e seus familiares sobre o uso correto de agrotóxicos. É que o Programa, criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR), acaba de ser indicado como modelo de educação ambiental para os países da América Latina. A decisão foi tomada pela comitiva de executivos de fábricas de agrotóxicos que visitou o Paraná no último final de semana. Eles visitaram escolas de várias regiões e um centro de treinamento em Ibiporã. Na comitiva, representantes dos Estados Unidos, Canadá, México, Alemanha, Argentina e Inglaterra, totalizando 34 dirigentes e técnicos.
-Houve um reconhecimento de profissionais das áreas pedagógica, de marketing e gerência: não há iniciativa tão eficiente do ponto de vista didático para educar sobre uso correto dos agrotóxicos. O engenheiro agrônomo Cristiano Simon, presidente da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), que congrega fabricantes de pesticidas, lembra - em depoimento ao jornalista Luiz Carlos Rizzo - que a parceria entre as duas entidades, com duração de cinco anos, já serviu de inspiração para a Andef elaborar convênios com outros 15 Estados. Trata-se, segundo ele, de um trabalho com 100% de recursos da iniciativa privada: dos próprios agricultores e dos fabricantes. Se esta atribuição estivesse nas mãos do governo talvez os avanços não fossem tão notáveis, segundo ele.
-Jack Aston, presidente da Global Proctecion Federation, que reúne os fabricantes mundiais de defensivos, considerou fundamental o envolvimento de escolares como disseminadores de comportamentos preservacionistas como meio de restabelecer o equilíbrio entre homem e natureza. ‘‘Estou impressionado com o alcance social do programa Agrinho e com técnicas pedagógicas desenvolvidas por esta iniciativa’’, disse.
-Para Johan Vayssier, presidente da Latin America Corp. Proctetion, que reúne fabricantes latino-americanos de defensivos ‘‘da forma como está organizado o projeto Agrinho, não há dúvida quanto a eficiência’’. Tanto Aston como Vayssier assumiram compromisso de apresentar aos demais países o modelo ambiental de cuidados com veneno, desenvolvido no Paraná. Na condição de dirigentes eles poderão exercer influência nos convênios para que a metodologia sejam as inspiradas no modelo paranaense.
-Enquanto os executivos aprovam a metodologia, o secretário-executivo do Senar-BR, Ataíde Alves, observa que se em décadas passadas houvesse uma conscientização de base, como agora, certamente muitas mortes por intoxicação e danos ambientais não teriam ocorrido. A sociedade pagou um preço alto pela omissão no passado.


Pintinhos

mockup