Oswaldo Petrin
-O indicador de preço de milho, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem a R$ 7,06/saca, queda de 0,84%. Em dólar, a cotação ficou em US$ 6,77/saca, queda de 0,73%. O valor a prazo foi de R$ 7,08/saca, queda de 0,98%. No entanto, este preço está longe da realidade do interior, onde a prática é pagar abaixo do mínimo.
-Mas o governo se mexe. O ministro Porto deu entrevista em Brasília, ontem, anunciando pacote de comercialização, após o carnaval, medida decidida na reunião do Grupo de Coordenação de Política Agrícola. E Stefanello, da Conab, pede para segurar o produto. O governo deverá comprar milho dos pequenos produtores através de AGF. Esta é uma das medidas para a comercialização da safra agrícola. Talvez não faça o AGF direto aos produtores, como diz o ministro, mas através das indústrias que já têm assegurado o EGF/sem opção de venda, como estava previsto. O anúncio de ontem é claro e promete AGF para todos. E mais: antecipação da parcela da securitização (vence em outubro) a ser paga com milho que também deverá ser aceito para quitar parcela do Pronaf. O governo parece disposto a estancar a queda do preço empurrando a comercializçação para o segundo semestre com mercado bem concorrido.
- Trigo Como no caso do milho, o governo poderá fazer AGF para o trigo de pequenos produtores. Os técnicos do ministério ainda estão avaliando que quantidade de trigo precisará ser comprada e acompanham as vendas nos leilões de Prêmio para Escoamento da Produção (PEP) para monitorar o mercado.
-Na reunião de ontem o ministro pediu aos participantes que estudem propostas alternativas para acelerar os empréstimos para investimentos no Pronaf. Uma das idéias defendidas pela bancada ruralista é a criação do Fundo de Aval, para garantir o pagamento dos empréstimos e facilitar o acesso do pequeno produtor aos recursos. O governo está avaliando como seria a participação de estados e municípios neste fundo.
- CMN O Conselho Monetário Nacional, reunido no Ministério da Fazenda, aprovou três votos para a área agrícola e referendou a prorrogação para 3 de março, do prazo para a renegociação de dívidas com valores acima de R$ 200 mil, nos contratos de securitização. Esse voto foi aprovado ad referendum em 27 de dezembro. Dos outros três votos, o primeiro propõe a criação de uma linha de crédito para custeio da safra de café. A linha de crédito será de R$ 150 milhões. Outro voto propõe ajustes nas normas operacionais de EGF. Esses ajustes seriam o fim da comissão de 1,25% que a Conab recebe em todas as operações de comercialização de produtos agrícolas e a inclusão das indústrias de cevada cervejeira como beneficiárias de EGF sem opção de venda. E aprovou a proposta do Ministério da Agricultura de aumento do preço mínimo para o feijão e a mandioca e manutenção dos preços para os outros produtos.
Várias medidas
estão prontas
para enxugar
o mercado
AGF/mini





