-Quem estava preocupado com a cobrança do ITR deste ano, pode ficar tranquilo: vai haver tempo para revisão e checagem geral dos dados. É que a Secretaria da Receita Federal deverá adiar o prazo para a entrega dos formulários para a cobrança do imposto: em vez do dia 19 próximo, fica para o dia 30 de dezembro ou 31 de janeiro. Estas datas foram sugeridas pela divisão responsável pela arrecadação do imposto, sob a alegação de que houve atraso na distribuição dos formulários no Sul do País.
-Quem sabe agora a Receita resolve usar este prazo para orientar melhor os contribuintes, afinal esta é a primeira vez em que o imposto será declaratório, ou seja, calculado pelo proprietário da terra, e a propaganda do governo alertando para o pagamento do ITR só começou a ser veiculada há poucos dias. De acordo com a Receita, o retorno das declarações ainda está muito baixo e o adiamento deve ser oficializado pelo secretário Everardo Maciel. A estimativa de arrecadação com o novo ITR é de R$ 250 milhões, bem abaixo do R$ 1 bilhão que chegou a prever o ministro extraordinário de Política Fundiária, Raul Jungmann, durante a votação da lei no Congresso, em dezembro do ano passado.
-O cadastro da Receita Federal lista 3,5 milhões de proprietários rurais no País, muitos deles miniprodutores do sertão nordestino, o que dificulta a cobrança do ITR nesta nova sistemática. ‘‘Os parlamentares reduziram algumas alíquotas propostas e a estimativa de arrecadação caiu’’, justifica um dos técnicos, à repórter Mariângela Herédia, da Agência Estado.
-A Receita registra cerca de 20% de inadimplência no pagamento do imposto. Técnicos da Receita Federal e também da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) contestaram a avaliação feita por agrônomos e pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) de que a atualização do cadastro prevista no novo ITR vá transferir 20% de todas as terras cultiváveis do País para o poder público. Eles observam que os conceitos de reserva legal e de preservação permanente estão previstos no Código Florestal, de 1965, e que não houve nenhuma mudança com a nova legislação do imposto.
-‘‘Se há alguma restrição ao conceito, ela chega com 32 anos de atraso’’, ironizou uma fonte da Receita. A reserva legal é de 20% em todo o País e 50% na Amazônia e, segundo a fonte, o que houve com a mudança de sistemática para a cobrança do novo ITR, foi a exigência de um ato declaratório do Ibama para as áreas de preservação, que são isentas do imposto. Para obter este ato, até seis meses após a entrega da declaração do ITR, os proprietários rurais precisarão averbar as áreas no Cartório de Registro de Imóveis, novidade que também não é contestada pela CNA, que congrega mais de um milhão de produtores do País.Milho/alta
O indicador de preço de milho, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 8,63/saca (+0,47%). Em dólar, a cotação ficou em US$ 7,76/saca (+0,78%). O valor a prazo foi de R$ 8,68/saca (+0,58%).
Soja atacado
Preço Nacional da Soja, calculado pela Fipe/BM&F, ficou ontem em R$ 19,05/saca (+0,11%). Em dólar subiu 0,41% e ficou em US$ 17,12/saca. O preço refere-se à média ponderada do valor apontado por 74 atacadistas.
Café/Santos
O preço disponível do café em Santos, apurado pelo Escritório Carvalhaes e Hedging Brambilla, ficou ontem em R$ 252,00/saca. Em dólar o preço ficou em US$ 229,95/saca, à vista.
Café/Paraná
Lotes de cafés finos do Paraná chegaram ontem a R$ 242,00, em Santos, e R$ 248,00 em Londrina. Este café, de boa qualidade, é da região de Rolândia e pertence à Corol.
‘‘Corujão’’
Portanto, a Corol está conseguindo excelente preço pelos seus cafés. A mesma fonte, informou que ‘‘mais tarde, no expediente corujão’’ (após 18 horas), o mesmo lote poderia chegar a R$ 150,00/saca.

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