Oswaldo Petrin
-Dia 16, terça, às 8 horas, no CDT/Iapar, será realizado o Curso Avançado do Agronegócio Café do Paraná, pelo Núcleo da Seab e Emater. Implantar um processo de capacitação de todos os segmentos da cadeia produtiva e, a partir daí, alavancar o fator qualidade. Este é o objetivo. Mas todos têm que crescer juntos. Não adianta o produtor buscar um melhor tipo, colhendo com pano o grão cereja e tomando outros cuidados, se no bar da esquina o balconista serve chafé. Também não adianta produzir qualidade, se o corretor do Edifício América continuar com a mentalidade de que cafés paraenses têm que ter deságio de 10% em relação aos cafés finos da Mogiana ou do Cerrado mineiro. Para alguns esta diferença de preço é premissa, antes de qualquer negócio, sem acordar que hoje o Paraná já produz qualidade.
-Então o que as instituições pretendem com o curso: que se confira o real sentido de cadeia e que os benefícios do agronegócio café sejam realmente distribuídos. O programa pretende promover a democratização das informações sobre a realidade do mercado e dar oportunidade a todos, avisa a Emater. É interessante em todos os sentidos.
-O agronegócio café movimenta cerca de US$ 390 milhões/ano. Existem 139 indústrias de torrefação, (46 são filiadas à ABIC), que ofertam 102 marcas, torrando 612 mil sacas de 60 kg de café beneficiado por ano. Curiosamente 35% destas fábricas estão localizadas em regiões que não produzem café, como o Sul do Estado.
Ainda para se ter idéia dos interesses envolvidos no café: Ao todo são 16 mil cafeicultores, em 200 municípios, ocupando 555.308 ha com 556.389.300 covas em 48.632 propriedades. Produção, 197 mil toneladas em coco ou 1.641.667 sacas beneficiadas. Produtividade média de 14 sacas/ha. Cerca de 43 mil propriedades são estratificadas de 1 a 20 ha, em que 17 mil têm menos de 5 ha. Há 15 cooperativas atuando no setor e 289 máquinas de benefício.
-Boa parte dessa estrutura está vivendo a transição para o café adensado, introduzido pelo Iapar. Adensado que é muito mais do que um novo conceito de plantio revolucionário. Com ele, as instituições estão embutindo mudanças de costume, nova mentalidade que contempla o fator qualidade. Tanta gente entusiasmada com com o novo sistema (e preços), quer saber o que acontece com a mercadoria da porteira para fora. A própria Emater afirma não adianta mais cuidar só agronomicamente.
-Importante: a produção atual não é suficiente em qualidade e quantidade, para atender as necessidades do consumo interno e exportação. Déficit para o ano 2000 é de 1,5 milhão de sacas.Milho/prazo





