Desempenho das cooperativas

Dos R$ 18 bilhões do faturamento estimado pelas cooperativas, este ano, mais de R$ 2 bilhões reverterão para seus associados, colaboradores, familiares e sociedade. Essa distribuição ocorre em forma de salários, impostos, distribuição de resultados e outras ações de responsabilidade social, segundo critérios definidos pelo Instituto Ethos de Empreas e Responsabilidade Social. ''Esta é a forma de o cooperativismo dar sua contribuição na construção de um mundo melhor''.

Esta informação e comentário constam do editorial do relatório social que a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) está divulgando esta semana sobre o desempenho das cooperativas em 2004.

O relatório publica uma enterevista com João Paulo Koslovski, presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná. Ele enfatiza as relações entre cooperativas e seus associados e a comunidade em geral. ''Hoje, no cenário paranaense, as condições oferecidas aos associados marcam um crescimento social conquistado pelo cooperativismo'', diz.

Em 2004 mais de 200 mil pessoas receberam algum tipo de benefício gerado pelas cooperativas. E João Paulo acha que é possível avançar mais no próximo ano; na área da saúde, por exemplo, prevê maior integração entre cooperativas.

João Paulo observa também que ninguém vai fazer o social se não viabilizar primeiro o setor econômico. Ele também afirma que toda cooperativa que te um bom trabalho com a família do associado é mais sólida.

''Várias são as cooperativas que vêm aprimorando o trabalho na promoção social de seus cooperados e familiares'', segundo João Paulo. E as cooperativas também estão inserindo estratégias de ações voltadas para o meio ambiente e formação de profissionais nessa área.

O relatório tem 114 páginas ilustradas e dá ênfase para os seguintes assuntos: ''Social e econômico andam juntos no cooperativismo do Paraná'', comunicação com o cooperado, ações sociais, formação, educação e capacitação, emprego, renda e desenvolvimento, inovações tecnológicas e organização do quadro social.

LEITURA DINÂMICA
- As importações brasileiras de trigo caíram um pouco.

- Em dezembro, os gastos diários foram de US$ 4,2 milhões, 40% menores do que os de igual período de 2003.

- A boa safra brasileira de 2004 inibiu as importações, informou ontem a Agência Folhapress no vaivém das commodities.

- Se depender dos produtores a qualidade do trigo nacional vai melhorar e a produção também

- Agora, se depender da política do governo, a área vai cair fortemente.

DROPS
Mercado pára até janeiro
Com exceção do frango e do suíno, a maioria dos itens agropecuários - incluindo todos os grãos - não tem mais o que mudar este ano. A duas semanas apenas da virada do ano, o que se observa é a estabilidade geral nos preços. O boi gordo, que reservava alta para o final de dezembro, diante do tradicional aumento no consumo nesta época do ano, na realidade foi uma decepção.

Pequenas oscilações
Mesmo o frango e o porco, em alta temporada de consumo, não devem mostrar grandes avanços. Os dois itens chegam num patamar de estabilidade com pequenas variações dependendo da região. Não é o que se pode chamar de aumento de preço. Soja, café, algodão e milho não mudam, a não ser no caso do milho que chegou a recuar nas últimas semanas. O café apresentou oscilações depois dos aumentos em novembro mas agora deve parar.

Boi gordo
A grande decepção fica por conta do boi gordo. O cenário mudou justamente na hora da reação que seria motivada pelo esperado aquecimento da demanda. Surgiram as crises nos frigoríficos, puxadas particularmente pela crise do Margen e, então, o mercado pára, quase entra em colapso. Péssimo para o produtor face às especulações. Comprar, todas as indústrias têm que comprar, mas aproveitaram para desaquecer o ritmo. Hoje elas estão com as escalas de abate completas. Escalas prolongadas são fator baixista porque apontam nível de ''estoque'' de bois contratados.

Queda na oferta
O analista de mercado José Vicente Ferraz observa que as ofertas de gado para abate parecem ter diminuído um pouco. No entanto, as escalas, principalmente dos frigoríficos de maior porte, já se estendem até o final do ano, diminuindo as possibilidades de recuperações de preços ainda este ano. No mercado atacado, as vendas do final de semana ficaram abaixo das expectativas, embora os preços tenham ficado estáveis.

Médias
Preços médios, ontem. O valor à vista do indicador do boi gordo Esalq/BM&F ficou em R$ 60,59/arroba (-0,02%). A prazo, a cotação ficou em R$ 61,63/arroba (-0,02%).

Exportação salvam
Só o aumento das exportações de carne podem alavancar o preço do boi. Aliás, as exportações de carne, que iniciaram o mês aquecidas, estão bem menores nesta segunda quinzena. Mesmo assim, os valores médios do mês - US$ 27,2 milhões por dia - superam em 38% os do mesmo período de 2003, segundo a Secex.

Exportações de soja
As exportações de soja fizeram caminho contrário ao das carnes. Começaram o mês com patamares baixos, mas já atingem média diária de US$ 14 milhões, com aumento de 76% em relação às do mesmo período de 2003. Na semana passada a média diária de exportações foi de US$ 19 milhões.

Preço da soja no Paraná
O preço médio da soja teve pouca oscilação. O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 32,94/saca (+0,24%). Em dólar, o indicador ficou em US$ 12,31/saca (+2,50%). O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

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