OSWALDO PETRIN
Varejo em expansão
Bancos e o setor do varejo são os segmentos que mais faturaram em 2004. Os bancos, com a ajuda do governo, continuam nadando de braçada, com juros altos, etc. O varejo cresceu porque o povo está consumindo mais. Há um recessão não declarada, mas os produtos de supermercados têm demanda cada vez maior. Até porque a crise leva ao tradicional deslocamento de consumo, para bens mais acessíves: comida, por exemplo.
Crise, sim. Se não há crise, por que manter os juros (defensivos) altos?
Só não há crise para quem está bem empregado. Ou para quem acredita nos índices oficiais.
A notícia é a seguinte: as duas maiores redes de supermercados no Brasil anunciaram planos de investimento no país no valor total de R$ 1,1 bilhão em 2005. O volume é superior ao aplicado neste ano (R$ 950 milhões), e chega próximo ao recorde de 2003 (R$ 1,14 bilhão).
Segundo a Folhapress, uma dessas redes, o grupo Pão de Açúcar pretende aplicar R$ 500 milhões na abertura de novas lojas, na reforma de pontos de venda e na aquisição de terrenos estratégicos para ampliação - além de gastos em tecnologia e logística.
LEITURA DINÂMICA
- A inflação no atacado fechou 2004 com aumento de 15,11% devido às pressões de grupos como combustíveis (19,15%); matérias plásticas (49,25%), legumes e frutas (31,13%).
- No varejo, o Índice de Preços (IPC-10) subiu para 0,48% ante alta de 0,24% em novembro, provocada pelas altas de preços em transportes (de 1,36% para 1,89%).
- Tambem contribuíram: habitação (de 0,41% para 0,43%) e queda menos intensa de preços em Alimentação (de -0,59% para -0,14%).
- O IPC-10 acumulou no ano aumento de 6,09%. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) recuou para 0,72% em dezembro ante alta de 1,01% em novembro.
DROPS
Embrapa
A publicação ''Novos Significados e Desafios'', da Embrapa está sendo enviado à imprensa pela chefe da ACS, Paola Andrea Ligasacchi. A publicação é de autoria do diretor-presidente da Embrapa, Clayton Campanhola. Veja mais: www.embrapa.br (61)448-4433.
Boi gordo
Ontem foi mais um dia complicado para negociar boi gordo. A crise do Margen está sendo pretexto para um achatamento geral de preços. A orientação para os pecuaristas é a seguinte: quem puder segurar, deve segurar, resume um analista de mercado.
Novos mercados
Mas os produtores que não se preocupem: o setor de carnes busca meios para ampliar ainda mais o mercado externo. Ações de marketing e participação em missões comerciais serão dois dos caminhos utilizados, segundo Marcus Pratini, da Abiec.
Novos mercados 2
Estão na mira dos brasileiros os mercados do Japão, Estados Unidos, Coréia do Sul e Canadá. Além de representar perto de 50% do mercado mundial, esses países são os que mais pagam pela carne. A carne brasileira já chega a 143 países. (Folhapress)
Recesso da soja
Trades e algumas cooperativas do Paraná estão dando como encerrada a temporada de comercialização da soja de 2004. Daqui até a virada do ano poucos negócios serão realizados, mesmo assim com volumes modestos. O mercado só volta a se definir em março. Janeiro e fevereiro serão meses de fechamentos isolados.
Bolsa, ontem
Ontem a soja voltou a recuar no mercado futuro da Bolsa de Chicago. As baixas chegaram a 6,25 centavos/bushel. Para os contratos de janeiro o recuo foi menor: 4,25 centavos, fechando a 5,46 dólares/bushel. Os grandes fundos de commodities estão estocando papéis que serão negociados em janeiro, deixando entrever que os especuladores esperam reação do mercado.
Soja, mercado interno
O mercado físico funcionou de maneira difusa, ontem, a julgar pelas cotações das diversas fontes informativas. Enquanto algumas praças do Paraná registraram pequena alta, as praças de Mato Grosso acusaram quedas. Uma coisa é certa, o mercado ''funcionou quase parado'', segundo o diretor de uma cooperativa.
Preço médio no Paraná
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 32,90/saca (-0,03%). Em dólar, o indicador ficou em US$ 12,07/saca (+1,09%). O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
Ferrugem, o risco
O mercado pára mas, no campo, a luta continua sem trégua. Os produtores querem evitar a entrada da ferrugem aplicando preventivamente os defensivos e adotando outros procedimentos técnicos. O esforço é para não ser surpreendido. A ferrugem tem rápida propagação e já mostrou que pode destruir uma lavoura em três ou quatro dias.





