OSWALDO PETRIN
Quem nega o trigo não merece o pão
O governo tem que analisar as necessidades do setor produtivo. Há problemas de todo tamanho na cadeia do trigo, mas a ponta da produção é a que requer mais urgência.
Ocepar e Faep mostram os gargalos e apontaram soluções. Se o Governo Lula quiser colaborar é só verificar as medidas propostas:
Aumento do valor do Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) Norte/Nordeste; criação o PEP-fob pelo preço mínimo, ficando o frete por conta da Conab, direcionado para o Rio de Janeiro, Espírito Santo, Norte e Nordeste do País; além de emergencialmente, o governo deve autorizar cabotagem com navios de outras bandeiras.
Para a Faep e Ocepar é necessário também promover novos leilões de Contratos de Opção de Venda na quantidade equivalente a 650 mil toneladas, e prorrogar o pagamento das três primeiras parcelas dos financiamentos de custeio de trigo para vencimento parcelado após a última prestação prevista no contrato original.
Entre as propostas está a liberação de AGFs até o limite de 200 mil t anunciadas pelo Governo, ampliando o limite por produtor de 800 sacas para 1.500 sacas, além de ampliar recursos de EGF ao custo de crédito rural, acompanhados de um aumento no limite de crédito das cooperativas, indústrias e produtores.
E esta semana, a Abitrigo, que representa os moinhos, se reuniu, em Brasília, com a Receita Federal para tentar isentar a farinha de trigo do pagamento do PIS/Cofins. O setor espera que o benefício seja incluído no texto da medida provisória 219.
LEITURA DINÂMICA
- A Câmara aprovou ontem, em votação simbólica, o projeto de conversão à Medida Provisória 223, que liberou o plantio da soja transgênica na safra 2004/2005.
- O relator, Paulo Pimenta (PT-RS), fez ajustes no texto, mas conforme a bancada ruralista elas não alteram o sentido da MP.
- O texto segue agora para o Senado.
- A bancada ruralista não conseguiu aprovar o destaque que previa a retirada da expressão ''provisório'' no artigo que autorizou o registro de variedades de soja geneticamente modificada para tolerância ao glifosato no registro nacional de cultivares.
- O deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO) disse que a manutenção da expressão ''registro provisório'' dá margem para contestação jurídica.
DROPS
Transporte: alerta
As 50 mil empresas transportadoras e os 500 mil caminhoneiros autônomos,
que formam o universo do transporte rodoviário de cargas no Brasil, terão
que providenciar o registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Somente após receber o certificado, estarão habilitados ao transporte de carga.
Produtor que tem caminhão
Os produtores que possuem caminhões para o transporte de sua safra têm até
o dia 13 deste mês para fazer o Registro Nacional de Transportadores
Rodoviários de Carga (RNTRC). O prazo é inadiável e a ausência deste
registro pode custar uma multa de R$ 500.
Registro na ANTT e RNTRC
Segundo a Resolução nº 437, da Agência Nacional (ANTT), o exercício da atividade de transporte rodoviário de cargas, por conta de terceiros e mediante remuneração, depende de prévia inscrição do transportador no RNTRC. Já o exercício da atividade de transporte de carga própria não necessita do RNTRC.
Nota fiscal
Pela resolução da ANTT, o transporte de carga própria caracteriza-se quando
a nota fiscal dos produtos ou o conhecimento de transporte tem como emitente ou como destinatário a empresa, entidade ou indivíduo proprietário
ou arrendatário do veículo.
Mais inforações (43) 3374-7049 / 9991-7005, ou no site da Cooperativa Integrada: www.integrada.coop.br
Soja na Bolsa
O mercado da soja sofreu ontem os efeitos da previsão de uma grande safra norte-americana. Contratos futuros fecharam em baixa na Bolsa de Chicago, que variaram de 2,75 a 4,25 centavos por bushel. Contratos de janeiro cairam 2,75 centavos, para 5,2650 dólares por bushel.
Médias no Paraná
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 32,34/saca (-0,55%). Em dólar, o indicador ficou em US$ 11,70/saca (-0,26%). O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
Regular
Mercado apresentou poucos negócios, ontem, mesmo nas praças de Ponta Grossa e Cascavel, de maior movimento, e no Porto de Paranaguá, onde os preços permaneceram estáveis com relação à quarta-feira (R$ 34,00/sc).





