A queda de Casseb

Foram pressões de petistas que derrubaram o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb Lima, informou ontem a Folhapress. Ele anunciou ontem, na sede do Ministério da Fazenda, que estava pedindo demissão. A seu lado, o ministro Antonio Palocci Filho disse que tanto ele quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentaram dissuadi-lo, mas que tiveram de atender a solicitação de Casseb.

O presidente do BB sai do banco num momento de bastante turbulência dentro da instituição (líder do ranking brasileiro, em ativos totais). Grupo rival a ele, ligado às alas mais à esquerda do PT, iniciou guerra para derrubá-lo.

Conforme a Folha de S.Paulo noticiou ontem, os adversário de Casseb estão utilizando como munição, entre outras questões, três contratações, sem licitação, de consultores conhecidos seus para trabalharem na implantação do Banco Popular do Brasil, subsidiária do BB para atuar com microcrédito.

Os três foram contratados a um salário anual de até R$ 820 mil, sendo o pagamento mínimo de R$ 540 mil. Os três (Boanerges Ramos Freire, James Rubio e Joaquim Xavier da Silveira) trabalharam na Credicard, empresa que foi presidida por Casseb.

LEITURA DINÂMICA
- Primeiro foi a sede o Incra - seu maior aliado dentro do governo. Agora o MST invade a Conab.

- Sem-terra invadem armazém da Conab em Brasília

- Segundo a Agência Esado, ontem, um grupo de 120 integrantes do Movimento dos Sem-Terra invadiu durante a madrugada um armazém da Conab, em Brasília.

- O grupo reivindica terras para assentamento.

- A advogada da Conab, Leah Machado, entrou com pedido de reintegração de posse na seção DF da Justiça Federal.

- Heróis:
Cerca de 500 integrantes do MST invadiram a fazenda Capim, no município paulista de Borebi.

- Eles cortaram cercas, entraram na propriedade, foram até a sede, renderam e desarmaram quatro empregados que faziam a segurança do local.

- Em seguida chamaram a Polícia Federal (PF) para entregar as armas.

- Depois de 12 anos resistindo aos sem-terra e de ter montado uma barricada com mil sacos de areia em torno da casa-sede, atacada duas vezes a tiros, o fazendeiro Luiz Antonio de Barros Coelho Júnior, de 36 anos, dono da Fazenda Nossa Senhora das Graças, em Caiuá, no Pontal do Paranapanema, decidiu jogar a toalha e abandonar a região.

- A notícia diz que a sede foi atacada a tiros.

DROPS
Qualidade do couro
Para reduzir as perdas na produção de carne e de couro, que chegam a mais de US$ 1 bilhão por ano, o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas firmaram o convênio ''Programa Brasileiro da Qualidade do Couro'', para desenvolver ações junto aos pecuaristas, frigoríficos, universidades, criadores de caprinos e ovinos, além de produtores de peles exóticas.

Em Floresta/Paraná
Nesta quinta-feira e na sexta-feira dia 19, o programa será apresentado aos agentes da cadeia produtiva da região de Floresta (25 km a oeste de Maringá)
por meio de palestra ''O pecuarista pode ganhar com a carne e com o couro'', conduzida pelo consultor do PBQC, Godofredo Nadler, no Parque de Exposição Floresta, (Avenida Paraná s/nº, Centro, Floresta).

O couro parasitado
O programa tem como metas a redução para percentual inferior a 10% dos erros na marcação de fogo nos bovinos e a diminuição de ectoparasitas no couro bovino para índice inferior a 20% nas regiões infestadas. O Programa Brasileiro da Qualidade do Couro pretende atingir em dois anos 19 estados, 500.000 pecuaristas, 18.000 trabalhadores em esfola e 1.080 universitários e estudantes de cursos técnicos, que disseminarão as técnicas para 14.800 pequenos criadores do País.

Soja na Bolsa
Segunda-feira em baixa e terça-feira (ontem) em alta. Os contratos com vencimento imediato tiveram fecharam em alta na Bolsa de Chicago, mas o mercado interno não se manifestou. Apesar da alta de ontem os preços médios ainda estão em torno de 5 dólares a 5,50 dólares por bushel.


Média no Paraná
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 33,77/saca (+0,60%). Em dólar, o indicador ficou em US$ 12,13/saca (+1,51%). O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

Câmbio não colabora
As transações com soja no Paraná continuaram apáticas, mas mesmo que tivessem ambiente (mercadológico) para reagir, certamente poderiam esbarrar no preço do dólar que fechou em baixa.

Câmbio não colabora 2
Dólar comercial a R$ 2,7830 na compra e R$ 2,7850 na venda, queda de 0,18%. Paralelo a R$ 2,9430 na compra e R$ 3,0470 na venda, queda de 0,52%. Na cotação média (Ptax) do Banco Central, a R$ 2,7848 na compra e R$ 2,7856 na venda, queda de 0,48%. Dólar turismo a R$ 2,7300 na compra e R$2,8900 na venda, queda de 1,03%.

Dólar baixo não é bom
O recuo do dólar ontem para R$ 2,786 (o menor valor desde junho de 2002) traz uma situação delicada para a agricultura, diz o analista paranaense José Pitoli, à Agência Folha, ontem. ''Estamos voltando a 2001, quando o dólar estava a R$ 2,72 e o setor não tinha nenhuma competitividade.''

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