LEITURA DINÂMICA
- Pimenta no olho dos outros é refresco?

- O Incra não acha. Cerca de 200 pessoas de um assentamento de Minas Gerais quebraram portas de vidro e invadiram ontem a sede do Incra, em Brasília.

- Reivindicam a ampliação do assentamento e melhorias das condições locais, além da renegociação ou perdão das dívidas vencidas.

- O Incra acionou a polícia logo pela manhã.

- A notícia da Agência Estado diz que eles chegaram de ônibus - e, com pedaços de paus, quebraram os vidros da portaria, empurraram os guardas e seguiram para a garagem. Gritavam muito.

- O grupo é o mesmo que já invadiu o Incra e causou R$ 15 mil de prejuízos.

- O fato merece duas observações:

- Primeira: o Incra chamou a polícia mas não disse se vai atender as famílias, que estão em dificuldade e esperam o apoio para produzir e viver (sobreviver) com dignidade.

- Segunda observação: O Incra registrou queixa na Polícia, que foi ao local. É porque o espaço invadido é seu. O produtor que tem suas terras invadidas pode fazer o mesmo? A polícia tem ordem para socorrê-lo?

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DROPS
Líder mundial
Aquilo que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) admitiu no começo do ano (mas não assumiu como previsão oficial) já está sendo considerado real. Seguinte: O Brasil assume a liderança das exportações de carnes em 2005. Já fecha este ano na dinateira, se considerada todas as carnes.

Sobre o assunto, o fazendeiro Mylton Casaroli comentou: vale à pena evitar a aftosa. Um único foco colocaria tudo isso a perder.

Veja no site
Os dados fazem parte de estudo elaborado pelo Avisite (www.avisite.com.br) e foram divulgados ontem pela Agência Folha, vaivém das commodities. Os principais exportadores mundiais vão colocar no mercado, este ano, 14,7 milhões de toneladas de carnes (bovina, suína e de frango).

Liderança absoluta
Não tem para ningém: nem EUA, nem Austrália ou Argentina. Neste bolo o Brasil participa com 4,3 milhões. Os Estados Unidos ficam em segundo lugar com, com 3,1 milhões. A União Européia fica em terceiro lugar, com 2,5 milhões de toneladas.

O frango voa
O Brasil deverá liderar as exportações mundiais de frango, com 2,3 milhões de t. Atinge a liderança também nas vendas externas de carne bovina, com 1,5 milhão de toneladas. Já nas exportações de carne suína o país manterá a quarta posição.

Boi: nova reação
O preço do boi gordo no mercado físico, ontem, teve nova reação positiva. ''Nota-se que as altas previstas vão finalmente ocorrendo, como acontece no Paraná e Goiás. Em São Paulo, por exemplo, mais compradores pagam os R$ 63/arroba. Os exportadores de maior porte puxam boiadas do Triângulo Mineiro e ainda assim pagam os R$ 62/arroba'' - comentou ontem o analista de Mercado José Vicente Ferraz.

No Paraná
No Paraná, ontem, a arroba foi comercializada por R$ 59,00 em Guarapuava; R$ 58,00, em Maringá e R$ 58,00, em Paranavaí. Obs: preço máximo para pagamento em 20 dias, descontado o Funrural.

Indicadores
O valor à vista do indicador do boi gordo Esalq/BM&F ficou em R$ 61,15/arroba (+0,07%). A prazo, a cotação ficou em R$ 62,19/arroba (+0,02%).

Menor oferta
Vicente Ferraz acredita que a oferta de bois confinados continuará diminuindo até o final de novembro, o que permite sustentação e muito provavelmente nova rodada de alta de preços da arroba. ''Obviamente que o boi de pasto chegará atrasado ao mercado (em janeiro) abrindo chances para o pico de preços de 2004 acontecer entre o final de novembro até janeiro''.

Soja na Bolsa
Os contratos futuros da soja registraram altas e baixas na Bolsa de Chicago. Houve baixas de até 3,00 centavos de dólar por bushel e altas de 0,25 centavos por bushel. Contrato de novembro perdeu 3,00 centavos fechando a 5,020 dólar por bushel. O de Janeiro subiu 0,25 centavos, fechando a 5,0550 dólares por bushel.

Média no Paraná
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 33,33/saca (-0,15%). Em dólar, o indicador ficou em US$ 11,75/saca (-0,76%). O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

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