Aftosa exige atenção

Com frequência, os órgãos de governo e da iniciativa privada mostram dados sobre exportações de carne bovina, sua receita e a importância desse setor para a entrada de dólares que a economia do País tanto precisa.

A carne brasileira ganha espaço no mercado internacional, extremamente competitivo, graças ao esforço desenvolvido nos últimos anos pelos produtores, indústrias, exportadores e órgãos do governo.

Para ganhar esse mercado foi preciso mostrar qualidade e, principalmente, cuidados com a saúde dos animais.

A sanidade da carne hoje é monitorada por organismos internacionais. Um foco de aftosa num Estado como o Paraná, por exemplo, causaria o maior transtorno ao Brasil e prejuízos de bilhões de dólares. A exigência dos importadores é muito grande. E o consumidor interno também tem que ser respeitado.

Por tudo isso, é preciso atenção com o controle da aftosa. Esta coluna vem recebendo manifestações de apreensão dos produtores que temem por um ''relaxamento'' (que parece visível) da campanha anual da aftosa. Está chegando a época de vacinação e os setores envolvidos não estão mobilizados.

Há meses não se houve falar em atividade dos Conselhos de Sanidade Animal (CSA) e conselho estadual, o Conesa.



LEITURA DINÂMICA
- A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) entregou, esta semana ao ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, um mapa dos principais pontos de estrangulamento na malha rodoviária que escoa a safra de grãos.

- Nesses locais os investimentos do governo deveriam ser urgentes e prioritários.

- O mapa indica os pontos onde a deficiência é mais grave e é impossível dizer que o governo não tem dinheiro para essas obras

- Detalhe: A Anec, preferiu o ministro da Coordenação Política. A notícia não diz se o Ministério da Agricultura foi procurado.

DROPS

BM&F: palestra em Londrina
No próximo dia 27, quarta-feira, às 8h30, no Sindicato Rural de Londrina, uma técnica da Bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F) falará sobre mercado futuro. A palestra será bem didática e vai mostrar como negociar no sistema com todas as garantias.

BM&F: palestra2
Na verdade, a palestra pretende desmistificar a comercialização em bolsa, um dos mercados mais seguros, mas ainda pouco utilizado porque a maioria dos produtores tem receio e quer fugir das taxas. A técnica vai mostrar, por exemplo, como fazer a ''defesa'' do produto. E vai simular uma operação de compra e venda. O diretor da Faep, Mylton Casaroli, acha interessante a presença de produtores.

Liquidez do trigo
Dos 8.025 contratos de opção de trigo colocados em leilão ontem pelo Ministério da Agricultura, 99,8% foram arrematados. Esses contratos somaram 217,3 mil toneladas. O principal ágio ocorreu em Santa Catarina, onde os produtores pagaram 1.123% a mais pelos contratos do que os preços iniciais.

Ágio no Paraná
Os paranaenses, líderes nacionais na produção, pagaram R$ 114 por contrato para ter o direito de vender trigo ao governo em janeiro próximo. Esse valor supera em 93,6% os preços iniciais estabelecidos pelo Mapa, que eram de R$ 58,88. Fonte: Agência Folha, vaivém das commodities.

Preço em Cascavel e Maringá
O preço máximo da saca de trigo em Cascavel e Maringá, ontem, foi R$ 22,80, com mercado muito calmo, como há pelo menos três meses. Este preço valeu para o trigo com PH 80. A atual política do trigo está afastando os produtores do cereal, o que é uma pena, depois que o Estado conseguiu nível tecnológico que garante um produto de boa qualidade.

Preço médio da soja
O preços da soja levantado por técnicos da Esalq/SP, ficou ontem em R$ 34,74/saca, alta de 0,61% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 12,16/saca, ganho de 1,16%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

Soja em Chicago/ontem
Os contratos futuros da soja terminaram o pregão em baixas que variaram de 1,50 a 4,50 centavos de dólar por bushel. O contrato de novembro, baixou 4,50 centavos fechando a 5,28 centavos de dólar por bushel. Quem está pressionando os preços continua sendo a previsão de uma grande safra nos Estados Unidos.

No Porto de Paranaguá
No porto de Paranaguá a FNP e a Granoeste registraram leves baixas de R$ 0,50/sc nos preços com relação a aos preços de quarta-feira; os prêmios mantiveram-se estáveis (+65) sobre novembro, para março (+5) e maio a -(5). Houve poucos negócios. Também a praça de Ponta Grossa, que concentra maior grande número de indústrias moageiras, o mercado se comportou estável.

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