MP dos transgênicos

A Faep e a Ocepar encontraram aliado na defesa da revisão da MP dos transgênicos. Ontem o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado Leonardo Vilela, disse que apresentará emenda para alterar a medida provisória que liberou o plantio e comercialização da soja geneticamente modificada na safra 2004/2005.
O objetivo é retirar do texto a proibição da venda de sementes transgênicas. A MP, editada na semana passada, precisa ser votada pelo Congresso para virar lei e há prazo até quinta-feira (21) para apresentação de emendas.
Ontem, deputados da Comissão de Agricultura se reuniram para discutir o assunto. O dispositivo que impede a venda de sementes de soja transgênica cria uma ''moratória branca para a biotecnologia'' no País, porque cria amarras para a produção da soja. Foi por pressão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que essa proibição foi incluída no texto da MP. Ela quis impor uma moratória branca para a biotecnologia. Isso vai quebrar o setor sementeiro, segundo acusa o parlamentar.
Ele argumenta que o substitutivo do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) à Lei de Biossegurança, que foi aprovado no Senado com apoio da base governista, não traz essa proibição. ''Temos, então, uma incoerência no governo.'' O deputado vai encaminhar uma emenda substitutiva global, que será assinada por um grupo de parlamentares.
Deputados que defendem mudanças no texto da MP também vão atacar em outra frente. Acompanhados pelo presidente da comissão de Agricultura, eles vão nesta quarta-feira ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para pedir pressa no julgamento de uma liminar que impede o plantio no País de cinco variedades de soja transgênica.

LEITURA DINÂMICA
- E o Paraná?

- O pacote de apoio às ferrovias, que deverá ser apresentado ao presidente Luís Inacio Lula da Silva na próxima semana, direciona grandes investimentos na malha do Sudeste.

- O acesso ao Porto de Santos é especialmente contemplado.

- O governo também deverá destinar recursos para a ligação entre Belo Horizonte e Vitória, que é administrada pela Companhia Vale do Rio Doce.

- A capitalização desses recursos será feita através da Brasil Ferrovias.

- O orçamento original foi com dotação de R$ 3,5 milhões, e agora haverá um reforço de R$ 2,5 bilhões, que não serão considerados no cálculo do superávit primário.

- Segundo fontes do Ministério dos Transportes, R$ 1,1 bilhão será destinado à recuperação de corredores de exportação; R$ 1 bi irá para a duplicação da BR 101 em trechos do Sul e do Nordeste.

DROPS
Tributar o biodiesel
O biodiesel ainda está engatinhando, mas o governo já pensa como tributar. A Receita Federal e o Ministério de Minas e Energia devem concluir até o fim do mês um modelo tributário para o biodiesel.

É para estimular
O modelo será adotado no próximo ano e visa a estimular a produção de grãos que são utilizados na fabricação do biodiesel, garantindo renda para agricultores. No modelo tributário o fator preponderante é garantir maior inclusão social para agricultores familiares. É o objetivo do Ministério.

Álcool verde-amarelo
O álcool deverá ser o motor do setor sucroalcooleiro daqui para a frente, previu ontem a Agência Folha/vaivém das commodities. O setor se mostra confiante tanto no desenvolvimento do consumo interno como no equilíbrio que as exportações podem trazer para as indústrias do setor. É o que ficou evidente ontem na 6 Conferência Internacional da Datagro sobre Açúcar e Álcool, realizada em São Paulo.

Exportações
Ricardo Ferreira Santos, da Crystalsev, diz que a demanda virtual para as exportações no próximo ano será de 3,8 bilhões de litros de álcool. Em 2010, no entanto, essa demanda já será de 13,3 bilhões, após a implementação de vários programas de substituição de energia por vários países.

Soja tem alta em Chicago
As cotações da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago abriram em baixa, ficaram meio à deriva mas fecharam com alta, algo raro nas últimas semanas. O mercado interno, porém, não reagiu ao movimento da Bolsa. Ontem, as principais commodities negociadas em Chicago fecharam em alta. A liderança ficou para a soja, que subiu 2,53%. Em 30 dias, no entanto, o produto ainda acumula queda de 4,6%.

Médias no Paraná
O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 34,27/saca, alta de 0,82% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 11,90/saca, ganho de 0,08%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

Reação rápida
Se o mercado internacional continuar reagindo, os preços internos poderão subir antes mesmo do previsto pelos analistas. Eles acham que a soja, este ano, não acenará com preços melhores que os atuais e que os produtores só terão bons preços no começo do ano que vem, quando a influência do aumento da safra norte-americana deixará de pressionar os negócios no Brasil.

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